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  • 21 SETEMBRO 2020
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Maior risco de fogo? Litoral, montanhas no Centro/Sul e áreas no Norte

Proteção Civil esclarece motivos que levaram Governo a declarar situação de alerta e detalha regiões que mais preocupam as autoridades, nos próximos dias. Só este domingo, já foram registados 70 incêndios.

Maior risco de fogo? Litoral, montanhas no Centro/Sul e áreas no Norte

Momentos após ter sido anunciado que Portugal Continental irá entrar em situação de alerta esta noite devido ao elevado risco de incêndios, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) detalhou que a resolução emitida deve-se à previsão, para os próximos dias, de um quadro meteorológico "bastante severo", pautado "por ventos fortes, não só durante o dia mas também de noite", e por uma reduzida "recuperação da humidade", no período noturno.  

Em conferência de imprensa ao final desta tarde de domingo, Miguel Cruz, comandante do Agrupamento Distrital ANPC, adiantou que as zonas que mais preocupam as autoridades são a "faixa litoral do país e as áreas montanhosas do Centro e do Sul", maioritariamente devido ao vento, bem como a "região do Norte", onde se esperam "condições de secura muito significativas".  

Quanto aos distritos em maior risco, o responsável referiu que dos 18 distritos, 15 apresentam "valores bastantes severos", tendo sido elevado para nível vermelho o estado de alerta nos distritos de Santarém e Faro.

Os restante 13 distritos, manter-se-iam "no nível laranja e apenas três no nível amarelo". Ou seja, em alerta amarelo ficam os distritos de Porto, Braga e Viana do Castelo e em alerta laranja os restantes distritos de Portugal continental. Recorde-se que os estados de alerta especiais determinam o grau de prontidão de resposta dos meios de combate à incêndios.

Pelo menos 70 incêndios registados este domingo

"Até a esta hora [19h00] já tivemos hoje 70 incêndios. Felizmente, foram todos resolvidos na sua fase inicial. Ontem, registámos cerca de 100, números que consideramos elevados, mesmo tendo em conta a altura do ano", avançou ainda o comandante, acrescentando que, neste momento, não há fogos "significativos ativos".

Sobre os três bombeiros feridos esta tarde em Valongo, Miguel Cruz garantiu que está a ser feita "uma avaliação das circunstâncias" em que esta situação ocorreu,  para que se retirem "ensinamentos" e ocorram "melhorias", para que "tal situação não se volte a repetir". 

Questionado sobre já se notam no terreno os efeitos da responsabilização dos proprietários na limpeza dos terrenos, o comandante de agrupamento distrital disse que tem verificado essa preocupação e que a limpeza permite aos combatentes não estarem tão focados em proteger os aglomerados populacionais e as infraestruturas, focando-se mais na frente de combate.

"Vimos no último incêndio na Covilhã que em vastas áreas onde estavam limpos os espaços consagrados na legislação não houve necessidade particular de efetuar proteção a esses mesmo aglomerados. Este é um trabalho tem de ser repetido todos os anos, porque a vegetação volta a crescer, mas tem de ser feito porque temos uma profusão significativa de espaços rurais de pequenina dimensão espalhados por todo o território", afirmou.

Em direto para o país, o responsável deixou ainda um apelo para que a "tolerância ao uso do fogo seja zero e para que não existam atividades que possam originar qualquer tipo de ignição". 

Os ministros da Defesa Nacional, da Administração Interna, do Ambiente e Ação Climática e da Agricultura lançaram, este domingo, um despacho que deixa, em situação de alerta, todo o território do Continente. A resolução entra em vigor às 20h00 de hoje e permanecerá até às 23h59 de terça-feira, dia 4 de agosto.

Em situação de alerta é proibida a realização de queimadas e o uso de fogo-de-artifício ou de qualquer outra pirotecnia, e é proibido o acesso e a circulação em espaços florestais "previamente definidos nos Planos Municipais de Defesa da Floresta Contra Incêndios".

Não são permitidos trabalhos com equipamentos elétricos em espaços florestais ou rurais, como motorroçadoras, corta-matos, destroçadores e máquinas com lâminas ou pá frontal.

Nesta situação de alerta é permitido, por exemplo, alimentar animais, fazer podas, regas, extração de cortiça e mel, colheitas de culturas agrícolas, desde que "sejam de caráter essencial e inadiável", em zonas de regadio, sem materiais inflamáveis e fora de floresta e mata. São permitidos ainda trabalhos de construção civil, "desde que inadiáveis e que sejam adotadas as adequadas medidas de mitigação de risco de incêndio rural".

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