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Termina hoje greve dos cantoneiros de Lisboa

A greve dos cantoneiros do município de Lisboa, que se prolongava desde o dia 24 de dezembro, em protesto contra a transferência de competências da câmara para as juntas de freguesia, termina hoje, ao final do dia.

Termina hoje greve dos cantoneiros de Lisboa
Notícias ao Minuto

06:52 - 05/01/14 por Lusa

País Lixo

No dia 12 de dezembro, os trabalhadores da higiene e limpeza urbana de Lisboa anunciaram que fariam greve à recolha do lixo entre os dias 24 e 28 desse mês. A paralisação foi marcada para o período entre as 00:00 do dia 24 e as 05:00 do dia 28 e afetou ainda as horas extraordinárias até ao dia 05 de janeiro.

A Câmara de Lisboa já fez saber que, logo que a greve termine, na madrugada de segunda-feira, vai recolher lixo e varrer e lavar as ruas da cidade.

O objetivo, disse à agência Lusa o vereador da Higiene Urbana, Duarte Cordeiro, é "normalizar a situação o mais depressa possível".

A autarquia tem assumido as dificuldades que esta greve criou à gestão da limpeza e higiene urbana da cidade, mesmo tendo os trabalhadores cumprido os serviços mínimos e apesar da ajuda que a câmara recebeu das juntas de freguesia.

No dia 27 de dezembro, o presidente da autarquia, António Costa (PS), afirmou que os problemas de higiene urbana decorrentes da greve só deviam estar resolvidos a partir do dia 10 de janeiro.

O autarca anunciou ainda a colocação de contentores para entulho nas zonas da cidade mais afetadas pela ausência de recolha de resíduos. A câmara começou por disponibilizar 32 contentores e depois aumentou esse número para 52.

No dia 28 de dezembro, a Direção-geral da Saúde (DGS) emitiu um comunicado no qual recomendava aos lisboetas que evitassem depositar o lixo na rua durante esta greve, para prevenir situações de insalubridade e minimizar o impacto na saúde pública.

O vereador Duarte Cordeiro voltou ainda a sublinhar que, apesar de o protesto ter afetado a recolha do lixo, esta competência não transitará para as freguesias. No departamento da Higiene Urbana, apenas a lavagem e a varredura das ruas vão passar a ser responsabilidade das juntas.

Para o Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML), "a greve atingiu os objetivos, chamando a atenção de todos para o problema dos 1.800 trabalhadores que o município vai transferir para as juntas".

Vítor Reis, presidente do sindicato, lembrou que este protesto foi convocado também para defender o serviço público: "A transferência de competências para as freguesias pode ser a abertura da porta para a externalização da prestação do serviço. Não quer dizer que seja direto, nem para hoje ou para amanhã, mas este é um perigo real", afirmou.

O sindicato pretende que "os trabalhadores da câmara transitem para as juntas de freguesia em regime de mobilidade" e está ainda preocupado com "a possibilidade de as juntas não respeitarem os perfis funcionais dos trabalhadores".

Vítor Reis faz um balanço positivo da greve, mas considerou que "as razões do protesto se mantêm" e disse, por isso, que o STML "não descarta nenhuma forma de luta no futuro próximo".

Em causa está lei 56/2012, que regulamenta a reorganização administrativa da cidade de Lisboa, no âmbito da qual a câmara vai proceder à transferência de 1.800 trabalhadores da autarquia para as 24 juntas de freguesia, a partir de fevereiro deste ano.

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