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Lojistas querem adiar início das obras na Avenida Lourenço Peixinho

Um grupo de lojistas e proprietários de espaços comerciais e de serviços situados na Avenida Lourenço Peixinho e ruas adjacentes, em Aveiro, solicitou à autarquia liderada por Ribau Esteves (PSD/CDS) o adiamento das obras na principal artéria da cidade.

Lojistas querem adiar início das obras na Avenida Lourenço Peixinho
Notícias ao Minuto

13:58 - 05/06/20 por Lusa

País Aveiro

Os comerciantes e proprietários consideram "imperativo" o adiamento do início das obras na avenida Lourenço Peixinho, face a tudo o que ocorreu nos últimos meses, em virtude da pandemia da covid-19, indicam em comunicado enviado hoje à Lusa.

A empreitada adjudicada por cerca de quatro milhões de euros, com um prazo de execução de 16 meses, já recebeu o visto do Tribunal de Contas, estando a autarquia a planear com o empreiteiro todos os atos preparatórios para que a obra possa começar.

Os comerciantes e proprietários reconhecem a necessidade desta empreitada, nomeadamente no que respeita à substituição e modernização de toda a infraestrutura existente no subsolo, mas sustentam que o início dos trabalhos, nesta altura, terá um impacto "adicional e muito severo" nos seus negócios.

"Fica comprometida, no mínimo, a campanha de Natal 2020, o que determinará o encerramento de muitos negócios, pois as respetivas tesourarias já estão estranguladas com a crise iniciada há três meses", lê-se no comunicado.

Por outro lado, dizem que se torna impossível conseguir novos arrendamentos numa zona que "será um estaleiro de obras por mais de ano e meio", sendo que neste momento, "a maioria dos inquilinos suspendeu o pagamento das rendas e simultaneamente solicitaram a diminuição do valor das mesmas".

Além destas questões, alertam para o "risco elevado" de perda de emprego, baixa de rendimento pessoal por quebra de receita de comissões e/ou suplementos e consequências sociais negativas nos respetivos agregados familiares.

Na mesma nota, os comerciantes e proprietários dizem desconhecer em absoluto o programa e cronograma da obra, bem como a forma como vão ser salvaguardados os acessos e a circulação junto às lojas e alertam para a possibilidade de ocorreram derrapagens nos trabalhos.

Referem ainda que já solicitaram ao presidente da câmara uma reunião, mas não obtiveram qualquer resposta até ao momento, o que, segundo os mesmos, "demonstra uma insensibilidade manifesta face ao conjunto de problemas que este processo irá motivar a um amplo conjunto de munícipes da nossa cidade".

Durante a reunião do executivo camarário, na quinta-feira, o presidente da câmara, Ribau Esteves, salientou que "há dois pressupostos a cumprir" durante a obra, para a compatibilizar "com o máximo de vida na Avenida": um deles é manter circuitos pedonais e rodoviários durante os trabalhos, "com especial para os transportes públicos que continuarão nos dois sentidos". O outro é a execução da empreitada por partes ou troços, "de forma a garantir a normalidade, o mais possível".

"Vamos fazer medidas de mitigação, apoio às atividades económicas ali instaladas e de marketing da Avenida, do que foi a sua história e do que vai ser o seu futuro, mas ainda queremos ouvir as pessoas antes de fechar o planeamento", disse o presidente da Câmara.

Manuel Sousa, da bancada do PS, defendeu que a obra deveria ser realizada só depois do Natal, possibilitando aos comerciantes uma oportunidade para ganharem fôlego, reafirmando a discordância do projeto.

O projeto da nova avenida prevê o fim do separador central e a criação de duas faixas de rodagem com duas vias em cada sentido, com uma zona de estacionamento em paralelo à via, também em cada sentido, junto aos passeios.

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