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"Registaram-se 108 detenções pelas forças de segurança"

O ministro da Administração Interna fez, esta sexta-feira, um balanço do primeiro período do Estado de Emergência, deixando desde logo uma palavra aos portugueses que, salvo raras excepções, têm respeitado o isolamento social.

"Registaram-se 108 detenções pelas forças de segurança"

"Durante este período [de Estado de Emergência, que vigorou de 19 de março até ontem, 2 de abril] registaram-se 108 detenções pelas forças de segurança", disse esta tarde o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, em conferência de imprensa, esclarecendo que "29 destas detenções" aconteceram por violações das obrigações de confinamento.

Eduardo Cabrita sublinhou que as pessoas que violam as obrigações de confinamento "estão a pôr em causa não só a própria saúde, [como] estão a pôr em causa a saúde e a segurança de todos aqueles com quem convivem".

Foram registadas, ainda, "10 tentativas de violação da cerca sanitária de Ovar", revelou, acrescentando que houve ainda durante este primeiro período do Estado de Emergência, "16 violações das obrigações de encerramento de estabelecimentos comerciais".

O governante esclareceu, porém, que estas detenções foram feitas no âmbito de "uma ação que, quase na totalidade, foi feita num esforço de sensibilização, de pedagogia e de recomendação".

Eduardo Cabrita destacou também que houve "um progresso nas operações de repatriamento de cidadãos nacionais". "Mais de quatro mil portugueses indicaram pretender ter apoio do Estado no seu regresso a Portugal de locais, por vezes, particularmente longínquos, um pouco por todo o mundo. Cerca de 75% desses repatriamentos já estão concretizados e estão a realizar-se diligências que permitirão o regresso nos últimos dias destes cerca de 1.000 cidadãos nacionais que ainda se encontram fora do país".

Essas diligências, explicou o ministro, são "nuns casos estritamente nacionais, noutros casos utilizando o mecanismo europeu de Proteção Civil, noutros ainda em articulação com outros países".

Sobre a reposição dos controlos de fronteiras terrestres entre Portugal e Espanha, o ministro reforçou, antes de avançar com os números, que estamos perante uma "alteração estrutural" que não acontecia há 40 anos. "Durante estas duas semanas foram controlados 132 mil cidadãos. Houve 1.126 recusas de passagem de fronteira, a fronteira mais movimentada foi a fronteira de Valença, onde 61 mil das situações de controlo", referiu o ministro, sublinhando que foi sempre garantida a segurança a circulação de mercadorias e o trabalho transfronteiriço.

A terminar, o ministro da Administração Interna fez um apelo ao cumprimento das regras impostas em todas as áreas de intervenção deste Estado de Emergência e um alerta para o período que decorrerá entre 9 e 13 de abril, em que existirá "um conjunto de restrições à circulação muito significativas".

"Durante este período, apenas aqueles que, por razões imperiosas de saúde ou de urgência, poderão deslocar-se para fora do seu concelho de residência", lembrando ainda que as deslocações por motivos de trabalho terão de ser "expressamente documentados".

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