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Abandono escolar: "Ministério não sublinha contributo dos professores"

O ministro da Educação atribuiu a algumas das medidas instituídas pelo Governo a redução da taxa de abandono precoce, não reconhecendo, porém, o papel dos professores, contesta a FENPROF.

Abandono escolar: "Ministério não sublinha contributo dos professores"

Depois de o ministro Tiago Brandão Rodrigues ter indicado que a redução da taxa de abandono precoce de educação - que desceu para os 10,6%, atingindo o valor mais baixo de sempre - mostra como o país "tem tido uma evolução notável naquele, que é considerado pela Comissão Europeia como um dos principais indicadores da performance dos sistemas educativos", a Federação Nacional dos Professores (FENPROF) acusa o Governo de não "sublinhar o contributo decisivo dos professores para este resultado".

"Outra coisa não se esperaria, convenhamos, de quem não consegue condenar de forma clara e veemente a violência sobre professores, mas, apenas, também de forma genérica, a violência na escola; outra coisa não se pode esperar de quem se fixou em políticas de desvalorização dos professores e da sua profissão, revelando uma notória incapacidade para resolver os graves problemas que os afetam", lê-se no comunicado enviado às redações.

O Ministério da Educação atribuiu a esta conquista as medidas como o programa TEIP, o Programa Nacional de Promoção do Sucesso Escolar, o Apoio Tutorial Específico, a aposta no Ensino Profissional e na Educação Inclusiva ou a Autonomia e Flexibilidade Curricular, algo que a FENPROF viu como uma oportunidade de fazer "propaganda".

"Tais programas e medidas poderão ter implicação na taxa de abandono escolar ou sucesso escolar, todavia, boa parte destes jovens de 18 a 24 anos saíram da escola antes de muitas destas medidas estarem aprovadas", remata.

A FENPROF lança ainda algumas questões à tutela. "Em relação à melhoria de resultados dos alunos e à citada melhoria de taxas, pergunta-se o que não poderia fazer Portugal, com os excelentes profissionais que tem, se o Ministério da Educação garantisse os recursos necessários às escolas para concretizarem todos os programas e medidas que estas gostariam de levar por diante? O que não poderia ser feito se, por exemplo, o regime de educação inclusiva tivesse sido acompanhado dos apoios necessários a todos os alunos? Se as escolas tivessem direito a horas específicas para apoio tutorial a todos os alunos que dele carecem e não, apenas, aos que têm duas retenções?".

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