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Abastecimento de água reposto em Lousã e Tábua

O abastecimento de água aos concelhos de Lousã e Tábua já se encontra normalizado, disse hoje o comandante operacional distrital de Coimbra (CODIS), Carlos Luís Tavares, à agência Lusa.

Abastecimento de água reposto em Lousã e Tábua

Devido ao mau tempo, o fornecimento às populações sofreu algumas perturbações desde sexta-feira, nos municípios de Lousã, Tábua e Arganil, no distrito de Coimbra.

Nos dois primeiros concelhos, as avarias já foram reparadas, enquanto em Arganil, hoje, "os bombeiros ainda estão a fazer a distribuição" nalgumas povoações, com autotanques, informou outra fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS).

Em Arganil, "ainda não está tudo regularizado", disse à Lusa o presidente da Câmara, Luís Paulo Costa.

O autarca prevê que "a situação fique totalmente normalizada ainda hoje", estando a decorrer trabalhos de reposição do abastecimento, que falhou sobretudo na vila de Arganil, além de Secarias e Sarzedas.

Na sequência dos diversos estragos causados nas redes pelo mau tempo, as câmaras de Lousã, Tábua e Arganil tiveram de recorrer ao apoio dos corpos de bombeiros, que passaram a assegurar a distribuição nas localidades afetadas.

"No domingo, ao fim da tarde, o abastecimento de água foi reposto no concelho da Lousã", confirmou à Lusa uma fonte da Câmara Municipal.

No município de Tábua "está tudo a funcionar" também desde domingo, tendo a autarquia encontrado "uma solução provisória", segundo o presidente da Câmara, Mário Loureiro.

Os efeitos do mau tempo da semana passada, na sequência das depressões Elsa e Fabien, provocaram dois mortos e um desaparecido e deixaram 144 pessoas desalojadas, registando-se mais de 11.600 ocorrências, na maioria inundações e quedas de árvores.

O mau tempo levou também a condicionamentos na circulação rodoviária e ferroviária, danos na rede elétrica e a subida dos caudais de vários rios, provocando inundações em zonas ribeirinhas das regiões Norte e Centro, em particular no distrito de Coimbra.

No rio Mondego, a rutura de dois diques provocou cheias em Montemor-o-Velho, onde várias zonas foram evacuadas e uma grande área, incluindo muitas plantações, estradas e o Centro de Alto Rendimento, ficou submersa.

A situação começou a ter hoje os primeiros sinais positivos de melhoria e diminuição do grau de risco, segundo a Proteção Civil, que se mantém, contudo, em alerta e reconhece estar em causa uma intensa e longa operação de recuperação.

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