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Cortada ao trânsito principal ligação à Foz do Sabor em Torre de Moncorvo

O rio Sabor galgou as margens durante a madrugada de hoje na zona ribeirinha do concelho de Torre de Moncorvo, cortando o principal acesso à aldeia da Foz do Sabor, disse fonte da proteção civil.

Cortada ao trânsito principal ligação à Foz do Sabor em Torre de Moncorvo
Notícias ao Minuto

10:20 - 20/12/19 por Lusa

País Elsa

Torre de Moncorvo, Bragança, 20 dez 2019 (Lusa) - O rio Sabor galgou as margens durante a madrugada de hoje na zona ribeirinha do concelho de Torre de Moncorvo, cortando o principal acesso à aldeia da Foz do Sabor, disse fonte da proteção civil.

Segundo o responsável pela proteção civil municipal de Torre de Moncorvo, José Menezes, a subida das águas do rio inundou todo o complexo turístico da Praia Fluvial da Foz do Sabor, onde se registam "danos avultados".

"A ligação à Foz do Sabor está cortada porque a ponte acabou por ficar parcialmente submersa com aumento do caudal do rio e a circulação automóvel faz-se pela Horta da Vilariça. No espaço da praia fluvial, também há danos consideráveis devido à subida das águas o que acabou por inundar todo a estrutura e causar graves prejuízos", indicou o responsável.

A Proteção Civil de Torre de Moncorvo, no distrito de Bragança, acabou por registar "algumas dezenas" de ocorrências durante a noite, como inundações de habitações ou quedas de taludes que acabaram por afetar as ligações rodoviárias municipais.

No concelho vizinho de Mogadouro, a estrada municipal que liga a aldeias dos Estevais a Carviçais (Torre de Moncorvo) esteve cortada ao trânsito durante a noite e madrugada e, às 10:00, a circulação fazia-se de forma condicionada.

Segundo o presidente da câmara de Mogadouro, Francisco Guimarães, outra das zonas afetadas pelo mau tempo foi a chamada "reta de Vale da Madre, que esteve cortada ao trânsito durante a madrugada" devido a um "enorme lençol de água que ali se criou", o que acabou por causar "constrangimentos" a um 'stand' automóveis ali instalado.

A passagem da depressão Elsa, em deslocação de norte para sul, provocou em Portugal dois mortos, um desaparecido e deixou 70 pessoas desalojadas, registando-se até à manhã de hoje mais de 6.200 ocorrências.

Num balanço feito à agência Lusa cerca das 09:00 de hoje, o comandante Paulo Santos, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), disse que foram registadas 6.237 ocorrências desde quarta-feira, afetando em especial os distritos de Porto, Viseu e Lisboa.

O responsável destacou como ocorrências principais as quedas de árvores, movimentos de terras, inundações e quedas de estruturas. O mau tempo provocou também danos na rede elétrica, afetando a distribuição de energia a milhares de pessoas, em especial na região Centro.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) tem hoje sob aviso laranja (o segundo mais grave) 12 distritos de Portugal continental e a costa norte da Madeira devido sobretudo à agitação marítima. Leiria, Santarém e Portalegre estão sob aviso laranja também devido às previsões de precipitação forte durante a tarde.

O IPMA alertou para os efeitos de uma nova depressão, denominada Fabien, que atingirá Portugal no sábado, em especial o Norte e o Centro, estando previstos intensos períodos de chuva e vento forte de sudoeste, com rajadas que podem atingir 90 km/hora no litoral norte e centro e 120 km/hora nas terras altas.

Segundo o IPMA, os efeitos da depressão Fabien não deverão ter em Portugal continental a mesma intensidade do que os da tempestade Elsa, prevendo-se uma melhoria gradual do estado do tempo a partir de domingo.

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