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Startalk dos EUA não inclui português como língua crítica em 2020

O programa federal Startalk, que financia projetos de formação em línguas consideradas críticas nos Estados Unidos da América, não incluirá o português na edição 2020, uma decisão justificada pelas "prioridades" da comunidade de inteligência no próximo ano.

Startalk dos EUA não inclui português como língua crítica em 2020
Notícias ao Minuto

09:22 - 14/12/19 por Lusa

País Startalk

"Como parte da Declaração de Trabalho, o Governo reserva o direito de mudar o 'mix' de línguas em qualquer momento, com base nas prioridades e financiamento da Comunidade de Inteligência", explicou à Lusa fonte do gabinete de comunicação da Agência de Segurança Nacional (NSA), que financia o programa.

"No próximo ano, as línguas que estamos a oferecer foram escolhidas com base nessas prioridades da CI [comunidade de inteligência] e o financiamento disponível", referiu.

Os objetivos do Startalk, que é administrado pelo Centro Nacional de Línguas Estrangeiras, são o aumento do número de alunos matriculados no estudo das línguas consideradas críticas para a defesa e diplomacia dos EUA, o aumento do número de professores destas línguas e o aumento do volume de materiais e currículos disponíveis para professores e alunos.

As línguas contempladas pelo Startalk em 2020, após o encerramento das candidaturas aos fundos, são o árabe, chinês, hindi, coreano, persa, russo, turco e urdu.

"Todos os anos revemos as línguas oferecidas e fazemos ajustes", indicou o gabinete de comunicação da NSA.

Segundo Luís Gonçalves, presidente da American Organization of Teachers of Portuguese (AOTP), os programas de formação de professores financiados pelo Startalk, normalmente realizados no verão, "são muito importantes" porque "promovem abordagens criativas" e alinhadas com os princípios do ACTFL - American Council on the Teaching of Foreign Languages.

"Há vários anos que a língua portuguesa e os professores de português têm sido incluídos na lista dessas línguas críticas para a Agência de Segurança Nacional [NSA, na sigla em inglês]", afirmou o docente que leciona em Princeton, referindo que não foi dada uma razão específica para a mudança no próximo ano.

O presidente explicou também que esta decisão difere da posição do American Councils for International Education, que incluiu a língua portuguesa na lista de línguas críticas para o país. "Ou seja, considera que não existem falantes bilingues de português/inglês suficientes no país e na administração", sublinhou.

"Estamos um pouco perplexos que, de um lado, um órgão do governo indique que necessita de mais falantes de português e crie bolsas de estudo para os estudantes da língua, e do outro, outro órgão do mesmo governo cancele a formação de professores de português como língua estrangeira nos Estados Unidos", afirmou.

Em novembro, perante a posição da NSA, a AOTP e um grupo de professores de português ligados às formações anteriores fizeram circular uma petição dirigida à agência para que reconsiderasse a integração do português na lista de línguas contempladas por fundos em 2020.

"A eliminação do português do Startalk terá um impacto negativo significativo na preparação de professores de português nos Estados Unidos", lê-se no texto da petição.

"Uma das línguas mais faladas do mundo, o português é a língua oficial de nove países. Também é falada por comunidades imigrantes em todo o mundo, incluindo nos Estados Unidos", acrescenta, sublinhando a importância estratégica e económica da língua portuguesa.

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