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Liberdade é “luz ao fundo do túnel”, diz advogado de amante de Rosa Grilo

Medida de coação de António Joaquim passou hoje de preventiva a termo de identidade e residência. Arguido já terá saído do estabelecimento prisional.

Liberdade é “luz ao fundo do túnel”, diz advogado de amante de Rosa Grilo

António Joaquim, o alegado amante de Rosa Grilo, e um dos principais suspeitos da morte do triatleta, Luís Grilo, viu hoje a medida de coação ser alterada de prisão preventiva para termo de identidade e residência e já foi até libertado do estabelecimento prisional onde estava detido.

Perante a alteração da medida de coação, o advogado do arguido, Ricardo Serrano Vieira disse aos jornalistas que esta alteração deve-se à falta de provas apresentadas pelo Ministério Público (MP).

Entendemos que estão alteradas as circunstâncias que determinaram a prisão preventiva. Havia um conjunto de factos que tinham sido indicados pelo MP e depois de produzida a prova, entendeu a Defesa e parece que agora também o Tribunal, que não se verificam”, começou por dizer o advogado.

Já questionado sobre a produção de prova que deu azo a esta alteração da medida de coação, Ricardo Serrano Vieira diz apenas que esta não terá sido feita.

“Uma das leituras que podemos ter é que aquilo que era imputado ao mesmo [António Joaquim] não terá sido verificado na prova documental, testemunhal e pericial”, explicou.

Ricardo Serrano Vieira admitiu que esta alteração dá esperança à Defesa, mas relembrou que ainda se tem de esperar pela leitura do acórdão, que será feita a 10 de janeiro de 2020.

"Conseguimos ver uma luz um pouco maior ao fundo do túnel [...]. Mas esta alteração significa que a medida de coação foi alterada, ainda temos de esperar agora pela leitura do acórdão, só depois da leitura do acórdão é que vamos tomar uma posição", afirmou.

Já sobre o estado de espírito de António Joaquim, Ricardo Serrano Vieira foi parco em palavras, disse apenas que ele está cansado e que é um momento muito emotivo.

"É um momento muito emotivo para ele e para a nossa equipa que teve sempre a mesma filosofia que era demonstrar a verdade e com isso fazer justiça", disse.

O suspeito António Joaquim encontra-se em prisão preventiva desde setembro de 2018, assim como Rosa Grilo, que se mantém com a mesma medida de coação.

A acusação do Ministério Público atribui a António Joaquim a autoria do disparo sobre Luís Grilo, na presença de Rosa Grilo, no momento em que o triatleta dormia no quarto de hóspedes na casa do casal, na localidade de Cachoeiras, Vila Franca de Xira (distrito de Lisboa).

O crime, que ocorreu em 15 de julho de 2018, terá sido cometido para poderem assumir a relação amorosa e beneficiarem dos bens da vítima - 500.000 euros em indemnizações de vários seguros e outros montantes depositados em contas bancárias tituladas por Luís Grilo, além da habitação.

O corpo foi encontrado com sinais de violência e em adiantado estado de decomposição, mais de um mês após o desaparecimento, a cerca de 160 quilómetros da sua casa, na zona de Benavila, concelho de Avis, distrito de Portalegre.

Em 26 de novembro deste ano, o Ministério Público (MP) pediu no Tribunal de Loures penas acima dos 20 anos de prisão para Rosa Grilo e António Joaquim.

Já a sentença será lida no dia  de janeiro de 2020.

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