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Jovens portugueses não confiam em quem governa

O tema das alterações climáticas é o que mais preocupa os 400 jovens inquiridos.

Jovens portugueses não confiam em quem governa

É lugar comum dizer que os jovens não se interessam pela política. Um inquérito da Universidade Portucalense (UPT) junto de 400 jovens universitários revela que há uma tendência de afastamento ou falta de identificação dos jovens em relação aos assuntos políticos. Mas isso poderá ser uma questão de falta de confiança nos políticos e não propriamente de falta de interesse.

De acordo com este inquérito, apenas 3% e 4% do público jovem, masculino e feminino, respetivamente, confiam totalmente na instituição governo. No outro lado da barricada, 43% e 36%, respetivamente, tende a não confiar.

O inquérito indica ainda que a maioria dos inquiridos está satisfeita com a democracia, mas revela também algum descrédito no próprio sistema político, o que, consequentemente, afasta os jovens da atividade política, “apesar de muito interessados nos assuntos políticos”.

No que toca aos órgãos de soberania, o nível mais elevado de confiança encontra-se no Presidente da República, seguindo da Assembleia da República.

O inquérito, cujas conclusões foram enviadas às redações, revela ainda uma “postura muito positiva em relação à União Europeia”, uma vez que “uma esmagadora maioria defende mais integração na União de assuntos como a liberdade de circulação e a política de defesa”. Também em termos de política europeia, o tema das alterações climáticas é o que mais preocupa politicamente os jovens inquiridos, logo seguido da estabilidade económica e do terrorismo.

O inquérito da UPT foi desenvolvido por jovens estagiários, com a coordenação dos professores e investigadores da Universidade André Pereira Matos e Dora Alves, e as “preocupações incidiam sobre conhecer a democracia em geral, as suas manifestações no sentir sobre alguns órgãos de soberania da estrutura política portuguesa e também na União Europeia, quanto ao seu funcionamento e prioridades de ação”, justificam os promotores do inquérito.

De sublinhar que a Universidade Portucalense Infante D. Henrique (UPT) é um estabelecimento de ensino superior cooperativo que iniciou a sua atividade em 1986, e que funciona exclusivamente na cidade do Porto, no Pólo Universitário da Asprela, com Ensino e Investigação nas seguintes áreas: Direito, Economia, Gestão, Marketing, Informática, Psicologia, Educação, Turismo e Hospitalidade, Património e Cultura, e Relações Internacionais.

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