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Bombeiros protestam nas ruas de Lisboa contra novas regras de aposentação

Cerca de duas centenas de bombeiros profissionais manifestam-se hoje em Lisboa contra a proposta do Governo das novas regras de aposentação que quer aumentar a idade da reforma para os 60 anos.

Bombeiros protestam nas ruas de Lisboa contra novas regras de aposentação
Notícias ao Minuto

16:55 - 22/05/19 por Lusa

País Reformas

O protesto que partiu de Santos, em Lisboa, por volta das 16:25, vai até ao parlamento onde será entregue um memorando ao presidente da Assembleia da República.

Organizada pela Associação Nacional de Bombeiros Profissionais e Sindicato Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP/SNBP) a manifestação, que tem como lema a "luta por uma aposentação justa e digna", conta com a presença de bombeiros de várias zonas do país que se apresentam no protesto fardados.

Numa manifestação ruidosa, os bombeiros exibem cartazes onde se pode ler "só se lembram de nós quando o país está a arder", "bombeiros envelhecidos igual a socorro comprometidos", e "não queremos prestar socorro em cadeiras de rodas".

A abrir o desfile vai um bombeiro em cadeira de rodas e com um carro onde se vê um caixão que diz "do socorro direto para o caixão".

O protesto acontece depois do Governo ter aprovado, a 09 de maio, o decreto-lei referente à aposentação dos bombeiros sapadores e dos bombeiros municipais, que segundo a ANBP/SNBP, aumenta para os 60 anos a idade de reforma.

De acordo com a ANBP/SNBP, os bombeiros profissionais não aceitam esta intenção e querem a pré-reforma aos 55 anos, como acontece com as forças de segurança.

O Governo também aprovou, a 09 de maio, o estatuto dos bombeiros profissionais, que vai permitir uma carreira única e ordenados iguais para sapadores e municipais.

A poucas horas do início do protesto, o secretário de Estado da Proteção Civil disse à Lusa que as novas regras de aposentação dos bombeiros profissionais acabam com as penalizações e criam um "verdadeiro regime especial", como acontece nas forças e serviços de segurança.

"Podiam reformar-se, mas na prática não se reformavam porque eram altamente penalizados, agora é-lhes possibilitado uma reorientação de funções até aos 60 anos e, nessa altura, podem aposentar-se sem qualquer corte, coisa que hoje não conseguiam", disse José Artur Neves.

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