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Impressão digital? Joana Amaral Dias acusa ginásio de "prática abusiva"

Joana Amaral Dias queixa-se de tratamento diferencial no ginásio que frequenta entre os sócios que aceitaram a impressão digital como forma de entrada e os sete que rejeitaram fazê-lo. Até a PSP já foi chamada ao Go Fit. "Qualquer dia pedem-nos o código genético para entrar num bar", ridiculariza.

Impressão digital? Joana Amaral Dias acusa ginásio de "prática abusiva"

Joana Amaral Dias está em guerra aberta com o Go Fit, situado no Campo Grande, desde que, há uns meses, o ginásio decidiu mudar o sistema de entrada de cartão magnético para impressão digital. A maioria dos sócios não contestou e acabou por “alinhar”, mas houve uma “pequena franja”, onde se inclui a ex-deputada do Bloco de Esquerda, que não aceitou passar para o novo método. 

“As pessoas que não têm impressão digital [sete, no total] são coagidas, são postas à espera”, reclama em conversa com o Notícias ao Minuto, sublinhando que os restantes entram “automaticamente”.

“E vi as declarações do diretor [de operações da cadeia de ginásios] a dizer que o tratamento tem que ser igual para todos. Pois, é exatamente isso que eu gostava, que o tratamento fosse igual para todas as pessoas, para as que alinharam numa prática que é desproporcional e abusiva, que é pedir a impressão digital – isto não é o Pentágono, não é? - e as que recusaram”, posiciona-se, garantindo que não abdica dos seus direitos.

“Todos nós temos a responsabilidade da sociedade que construímos e se alinhamos hoje com uma prática abusiva num mero ginásio, amanhã outra coisa será. Por onde eu passo, seja a Caixa Geral de Depósitos seja o ginásio, tenho um determinado conjunto de valores dos quais não vou abdicar”, firma.

Uma das justificações dadas pelo diretor de operações, João Galileu, para a adoção do sistema de impressões digitais foi o facto de muitos sócios passarem as suas chaves a outras pessoas. No caso de Joana Amaral Dias, a questão nem se coloca, uma vez que é fácil saber que é a própria que ali está, dado que vai todos os dias ali treinar desde 2017. 

“Se têm dúvidas que há sócios que emprestam o cartão a outras pessoas, no meu caso não há dúvidas. Vou lá todos os dias desde abril de 2017. É mesmo embirração. Qual é a dificuldade em saber que sou eu?”, questiona.

O ter de aguardar que lhe abram a cancela para poder entrar tem criado transtornos na prática, acabando já por duas vezes por criar momentos de tensão. Até porque, argumenta, se umas vezes não há fila nenhuma, em hora de ponta, já não se pode dizer o mesmo. Numa das vezes, Joana Amaral Dias, que não queria perder uma aula (caso não chegasse a horas, 5 minutos antes da aula, seria “punida” com a proibição de reservar aulas durante quatro ou cinco dias), saltou o torniquete. Numa outra ocasião, a psicóloga e comentadora televisiva, chamou mesmo a PSP, tendo ambas as partes prestado declarações.

Em suma, Joana Amaral Dias acusa o ginásio, que frequenta desde 2017, de “práticas punitivas”, colocando os “sócios mal-comportados de castigo”. Além disso, “insultam as pessoas” e “são muito agressivos”. “Tenho tolerado muitas coisas, primeiro, porque não sou eu que estou mal e não tenho de mudar, depois porque o ginásio é ao lado de minha casa e por uma questão de comodidade, e a minha filha também frequenta. É uma questão de princípio, as instituições que erram é que têm que mudar, não deveria ser eu”, frisa.

Dados biométricos, uma questão ética

Mas a questão principal, para a ex-deputada, é a prática da recolha de impressão digital. “Em geral, não concordo com a prática de impressão digital, dados biométricos, para entrar dentro de um ginásio. Esta não é uma situação que o justifique”.

E, nesse sentido, Joana Amaral Dias apresentou queixa na Comissão Nacional de Proteção de Dados, acreditando que “pôr em prática a recolha de dados biométricos, vai levantar questões como estas, porque as empresas acham que estão no direito de coagir quem se recusa”. Além disso, aponta, “levanta questões éticas". Este "vai ser um debate que vai marcar os anos vindouros e eu não vou abdicar dos meus direitos”, reforça.

Outra prática abusiva do ginásio em causa denunciada pela comentadora televisiva é tirarem-lhe fotografias durante as aulas, partilhando depois esses registos nas redes sociais. Algo que Joana Amaral Dias não aceita e que já transmitiu aos responsáveis. 

“Não quero, porque não quero. E eles todas as vezes tiram fotografias. Fui refilar todas as vezes. Não querem saber. Acham que têm direito de fazer captação de imagens. A primeira vez que reclamei, a RP do Go Fit disse-me ‘desculpe lá mas eu aqui tiro fotografias onde eu quiser, inclusivamente na casa de banho’”, lamenta.

“Estamos perante uma sociedade em que muitas instituições abusam completamente dos direitos dos cidadãos, dos trabalhadores, dos sócios, dos clientes, etc. E as pessoas vão-se acomodando e deixando passar, até ao dia em que os nossos filhos tiverem sido presos. Lá chegaremos”, finaliza. Nas redes sociais, Joana Amaral Dias ironiza: "Qualquer dia pedem-nos o código genético para entrar num bar"

O Notícias ao Minuto está a tentar obter um esclarecimento quer junto do ginásio quer junto da Comissão Nacional de Proteção de Dados, não tendo sido possível, até à hora da publicação deste artigo. 

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