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Governo defende continuidade do atendimento presencial

O secretário de Estado Adjunto e da Modernização Administrativa defendeu hoje que, apesar dos avanços tecnológicos e dos serviços públicos estarem "cada vez mais simples" na internet, "deve continuar a haver atendimento telefónico e presencial" junto de determinadas populações.

Governo defende continuidade do atendimento presencial
Notícias ao Minuto

15:56 - 16/04/19 por Lusa

País Goes Pinheiro

"Enquanto não conseguirmos chegar a um ponto em que o Estado não pede nada, o que é que ficará mais barato? O que é que custará mais à economia? Obrigar toda a gente a aprender uma coisa, de cada vez que a faz, pontualmente na vida, ou ter alguém que o saiba fazer e que presta o serviço por todos?", questionou Luís Goes Pinheiro.

Neste sentido, o secretário de Estado defendeu que prefere "ter alguém junto de populações que têm mais de 80 anos, que têm mobilidade reduzida e que, quer se queira quer não, são tão portugueses como os outros e merecem atenção".

O governante falava no final da manhã de hoje, na terceira edição do Portugal Digital Transformação, que ocorre em Viseu e para o qual foi convidado para falar sobre "O papel do Estado na Modernização do Território".

"Sei que isto é uma avaliação completamente contra corrente e ninguém vai sair daqui a saber dar resposta a isto, mas a verdade é que também ninguém quer fazer estas contas", apontou o governante, que deu como exemplo a entrega do IRS, que está a decorrer atualmente, e que as pessoas têm de "pensar todos os anos como é", apesar de "já estar tudo mais ao menos mecanizado e o futuro é não ser preciso meter".

Quanto ao atendimento telefónico, o governante deu dois exemplos: a antiga linha de saúde 24, atual SNS24, e a linha de apoio da segurança social, que "foi encerrada em 2012 e reaberta no final de 2017".

"O SNS 24, só no ano de 2018, atendeu quase 1,1 milhão de pessoas e tem sido essencial na gestão e organização dos serviços de saúde. E a segurança social tem sido fundamental para apoiar as pessoas e foram quase dois milhões que foram atendidas em 2018", contabilizou.

Na sua apresentação, o secretário de Estado disse também que o caminho desta modernização tem sido o programa Simplex, que "já concretizou com nove edições" e "quase 1.700 medidas com taxas de execução acima de 80%".

O governante aproveitou para dar dados de uma avaliação externa, "que tem sido feita pela Universidade Nova de Lisboa", a 13 das medidas do Simplex+ 2016.

"Essas 13 medidas tinham impacto na vida das empresas numa poupança superior a 620 milhões de euros e teve um impacto na economia superior a mil milhões de euros. E a mesma avaliação diz que libertou a força de trabalho de mais de 300 funcionários públicos, que hoje estão ocupados com serviços que verdadeiramente interessam", disse.

O futuro passa por "se o Estado já sabe o que as pessoas querem, não precisa de lhes pedir" e também tem de "haver inovação permanente" e, neste sentido, disse que tem havido aplicações que "são serviços sem costuras, onde a administração pública se vai moldando em função das necessidades do utente".

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