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Presidente da Câmara de Castro Marim vai renunciar ao cargo na quinta

A lista do PSD vencedora das eleições para a Câmara de Castro Marim, em 2017, vai demitir-se na quinta-feira para provocar eleições intercalares, disse hoje Francisco Amaral, presidente da autarquia do distrito de Faro.

Presidente da Câmara de Castro Marim vai renunciar ao cargo na quinta
Notícias ao Minuto

12:20 - 19/02/19 por Lusa

País PSD

A intenção de se demitir tinha sido anunciada por Francisco Amaral, em janeiro, após se reunir com o secretário de Estado das Autarquias Locais, Carlos Miguel, quando indicou na ocasião que iria dar esse passo até ao início de fevereiro, ficando depois o governante encarregado de nomear uma comissão de gestão e convocar eleições intercalares.

Francisco Amaral, que perdeu a maioria absoluta em 2017, disse hoje à agência Lusa que a demissão em bloco da sua lista será "formalizada na quinta-feira" e classificou a situação atual na Câmara de Castro Marim de "insustentável".

Segundo o presidente, a autarquia está "bloqueada" pela "coligação informal" da oposição e "não há alternativa a não ser as eleições antecipadas".

Questionado sobre quando prevê que possam ser realizadas as eleições intercalares, Francisco Amaral respondeu "no princípio de maio", mas reconheceu que essa é uma prerrogativa da tutela da Administração Local, que decidirá a data e convocará o ato eleitoral.

"Eu tenho conversado isto tudo com o secretário de Estado das Autarquias, que compreende perfeitamente esta situação e que hajam eleições intercalares. A renúncia vai ser apresentada agora dia 21, na quinta-feira, é a minha lista toda que vai renunciar, e a renúncia é apresentada ao secretário de Estado das Autarquias, que vai marcar eleições", disse o autarca à Lusa.

Francisco Amaral considera que as eleições "deveriam ser no princípio de maio" e sem coincidir com as eleições europeias, marcadas para 26 de maio, mas reconheceu que isso "pode acontecer" caso o secretário de Estado das Autarquias Locais assim o decida.

"A partir de quinta-feira fica aqui uma comissão de gestão 'ad hoc' para gerir e depois o Secretário de Estado irá nomear uma comissão administrativa, que presumo que vá ser mais ou menos o executivo, só que os poderes são diminutos, não há reuniões de câmara até às eleições", acrescentou o presidente da autarquia algarvia.

Francisco Amaral disse ter tentado desde o início do mandato "conversar e dialogar" com a oposição, mas garantiu que, "neste caso particular, toda a gente vê que é impossível", porque a oposição está em maioria (três vereadores -- dois do PS e um do movimento Castro Marim Primeiro -- contra os dois do PSD).

"Lamento que isto tenha acontecido, porque não foi para isto que o povo de Castro Marim votou. Entendo dos resultados eleitorais que o povo de Castro Marim quer que eu presida à Câmara, mas entendendo-me com a oposição", afirmou.

O autarca disse estar convencido que, ao fim de uns meses, a oposição "iria acalmar", mas o que aconteceu foi que os "ânimos ficaram ainda mais tensos e é impossível continuar assim".

Francisco Amaral sente que "o povo é favorável às eleições antecipadas" e disse acreditar que o PSD "pode ter uma maioria absoluta" no ato eleitoral intercalar, mas reconhece que "é um risco" que está a assumir, admitindo que pretende recandidatar-se.

"Agora, se eu perder não vou de certeza bloquear a gestão de quem ganhar", acrescentou.

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