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A manifestação dos bombeiros "magoados e humilhados" em imagens

Mais de 3 mil bombeiros saíram à rua este sábado para manifestar a sua indignação perante a lei orgânica da Autoridade Nacional de Emergências e Proteção Civil.

Cerca de 3 mil bombeiros representativos de 90% das associações de todo o país manifestaram-se este sábado na Praça do Comércio, em Lisboa, para protestar contra as propostas do Governo para a reforma na área da proteção civil. 

Na opinião de Jaime Marta Soares, presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LPB), foi "montado um lobby sectário, corporativista, através da AGIF, que é aquilo que o senhor primeiro-ministro quer. Foi o senhor primeiro-ministro que decidiu, [mas] não com base naquilo que efetivamente disse o relatório independente da Assembleia da República, porque disse também que devia ser criada uma agência para análise das estruturas da proteção civil e dos bombeiros, mas por aí não foi". 

Em declarações aos jornalistas, o presidente da Liga questionou "quem manda em quem" e disse que este é um "problema grave" de que os portugueses não se apercebem.

"Neste momento, não sabe quem manda em quem. A autoridade [Nacional de Proteção Civil] não sabe no que é que manda; a própria nova superestrutura da GNR não sabe como é que se articula, e a AGIF não tem limites. Só sabemos que faz a gestão de cerca de 180 milhões de euros e nem precisa de concursos. Tem a concurso já 200 lugares para técnicos, peritos. [Mas] nós exportamos 'know-how '(conhecimento). Isto é tudo um erro", vincou Jaime Marta Soares.

Para o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, foi o atual primeiro-ministro que "começou há 15 anos uma reforma" que o próprio "ainda não conseguiu entender que muitos dos males que aconteceram" no país se deveram "a erros dessa reforma", sublinhando que os bombeiros alertaram sempre para essa situação.

Na base do protesto estiveram as propostas aprovadas na generalidade pelo Governo em 25 de outubro na área da proteção civil, sendo a que merece maior contestação das corporações de bombeiros a que contempla alterações à lei orgânica da Autoridade Nacional de Emergências e Proteção Civil, futuro nome da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC). Com esta manifestação, pretendeu-se demonstrar o "sentimento de revolta" e que os bombeiros "estão magoados e sentem-se humilhados" pelo Governo.

Para a LBP, o Governo pretende colocar os bombeiros voluntários "num papel secundário" com estas alterações. A Liga considera a nova lei orgânica da ANPC "completamente desajustada da realidade do país", que "interfere na autonomia" das associações humanitárias dos bombeiros.

A proposta do Governo da Lei Orgânica da atual ANPC prevê a criação cinco comandos regionais e 23 sub-regionais de emergência e proteção civil em vez dos atuais 18 comandos distritais de operações e socorro, além da criação de um Comando Nacional de Bombeiros com autonomia financeira e orçamento próprio, cujo responsável máximo será designado depois de ouvida a LBP.

Percorra a galeria e veja as imagens do protesto dos bombeiros. 

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