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Borba: A tragédia que se adivinhava, dúvidas e responsabilidade a apurar

Há dois mortos confirmados e pelo menos quatro pessoas desaparecidas. Estas são as certezas, mas relativamente à tragédia de Borba restam ainda muitas dúvidas, nomeadamente quanto à segurança que a EN255 oferecia.

Borba: A tragédia que se adivinhava, dúvidas e responsabilidade a apurar
Notícias ao Minuto

08:30 - 20/11/18 por Filipa Matias Pereira 

País Deslizamento

Duas vítimas mortais confirmadas. Estes são, para já, os dados oficiais da operação de resgate que decorre em Borba na sequência de um aluimento de terras que ocorreu esta segunda-feira na Estrada Nacional 255.

Já ao final do dia de ontem, o comandante da Proteção Civil de Évora, José Ribeiro, fazia um balanço do trabalho desenvolvido pelas forças de segurança e de socorro, afirmando aos jornalistas que o aluimento de terras provocou a “deslocação de uma quantidade muito significativa de rochas, de blocos de mármore e de terra para o interior da pedreira”.

Era precisamente neste local que estavam dois operários a trabalhar e que acabaram por ser engolidos pelo “grande volume” de terra e rochas que se movimentaram. Esta é, para já, a única informação concreta sobre as vítimas mortais: tratam-se de “dois operários da empresa que explora aquela pedreira e que foram arrastados”.

Porém, no local continuam a decorrer as operações, sendo que as autoridades admitem, de acordo com a SIC Notícias, que há pelo menos quatro desaparecidos. Afirmou ainda o comandante da Proteção Civil de Évora que há relatos que indicam que “o deslizamento de terras terá arrastado duas viaturas”. Trata-se, porém, de uma “informação dinâmica” a confirmar.

Além dos dois automóveis, afundou ainda no poço da pedreira uma retroescavadora que estava a operar no local. A informação foi avançada pelo INEM à agência Lusa, que garantiu ainda que as equipas de socorro já estabeleceram contacto visual com o veículo. 

As operações de resgate, saliente-se ainda, são de uma “complexidade extrema” e não há um limite temporal estabelecido. De acordo com José Ribeiro, não é possível determinar um “timing” para o fim das operações de resgate que poderão prolongar-se pelas “próximas horas, dias e semanas”.

EN255, uma estrada segura?

Como documentam as imagens Google Maps, a EN255 é ladeada por pedreiras e por dois profundos ‘poços’. E foi precisamente para um desses ‘poços de água’ que desabou o troço da estrada, como explicou fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro de Évora ao Notícias ao Minuto.

Face à tragédia, o presidente da Câmara de Borba, no distrito de Évora, manifestou à agência Lusa profundo pesar pela vida das duas pessoas que morreram na sequência do deslizamento de terras. António Anselmo aproveitou ainda a oportunidade para garantir que, “em termos legais”, o conhecimento da autarquia “é de que a situação estava perfeitamente segura". Porém, se alguma responsabilidade houver neste tema, "quem a tem sou eu", assumiu o autarca.

De referir ainda neste domínio que a segurança na antiga Estrada Nacional (EN) 255 é da responsabilidade dos municípios de Borba e de Vila Viçosa.

Entendimento diferente tem, todavia, a Ordem dos Engenheiros. Em declarações à agência Lusa, o bastonário, Mineiro Aires, mostrou-se estupefacto perante os acontecimentos, já que se tratava de “uma situação que estava identificada pelo menos há quatro anos”, sendo que “já tinha sido equacionada a possibilidade de encerrar a estrada”, asseverou.

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