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Bolos de aniversário em escolas só com certificação? Sim, pela segurança

Há instituições de ensino que solicitam aos pais que, se optarem por levar um bolo de aniversário para a escola, o comprem numa pastelaria certificada por uma entidade externa, por forma a garantir a segurança alimentar.

Bolos de aniversário em escolas só com certificação? Sim, pela segurança

O aniversário do seu filho está a aproximar-se e, para além da festa para a família e amigos, tem de pensar no bolo para levar para a escola para que os colegas lhe cantem os parabéns. Quantas vezes já se reviu neste cenário? A questão que se coloca é: opta por levar um bolo caseiro ou compra numa pastelaria? Pois bem, este cenário pode vir a mudar, em função das regras adotadas pelas instituições de ensino em prol da segurança alimentar.

Na Escola Básica de Nogueiró, do Agrupamento de Escolas D. Maria II, em Braga, por exemplo, é solicitado aos pais que pretendam levar bolos de aniversário que optem por comprá-lo numa pastelaria que seja certificada por uma entidade externa. Saliente-se, neste sentido, que a ISO 9001 é a norma de sistemas de gestão mais utilizada mundialmente, constituindo-se como referência internacional para a Certificação de Sistemas de Gestão da Qualidade.

Em declarações ao Notícias ao Minuto, João Dantas, diretor do Agrupamento, explica que a estratégia adotada passa, sobretudo, por “controlar a origem dos alimentos que entram na escola”. Mas, sublinha, “claro que esta medida só é possível implementar em escolas com contexto social que o permita”, já que há instituições do ensino básico em que as famílias não têm possibilidades económicas “sequer para comprarem um bolo”.

Esta medida está integrada, aliás, num plano mais abrangente de segurança alimentar. As ‘guidelines’ no que concerne ao plano alimentar num prisma de saúde pública, conforme explicou o dirigente da instituição, apontam inclusive para que seja recolhida e guardada uma amostra de cerca de 150 gramas, em saco esterilizado, de todos os alimentos que são fornecidos aos alunos em contexto escolar. Essas amostras devem então ser guardadas durante 72 horas com a refrigeração adequada. Estas poderão, então, ser analisadas em caso de necessidade, tal como perante uma intoxicação alimentar.

Saliente-se que a medida adotada pela Escola Básica de Nogueiró não é um imperativo imposto pelo Governo, no entanto traduz-se numa iniciativa que almeja acautelar a segurança alimentar.

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