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"Legisladores não tinham dúvidas de que havia armas nucleares nas Lajes"

O escritor e comentador Miguel Sousa Tavares é perentório ao afirmar que a base das Lajes, nos Açores, serviu de armazém a armas nucleares norte-americanas e explica porquê.

"Legisladores não tinham dúvidas de que havia armas nucleares nas Lajes"
Notícias ao Minuto

23:01 - 29/10/18 por Patrícia Martins Carvalho 

País Sousa Tavares

Uma investigação da TVI descobriu que a Base das Lajes, nos Açores, armazenou, durante a Guerra Fria, armas e resíduos nucleares pertencentes aos Estados Unidos da América.

Nesta senda, Miguel Sousa Tavares disse, esta segunda-feira, que não restam dúvidas de que o governo português – o de 1952 e o de 1995 – sabia da presença dessas mesmas armas na ilha Terceira, nos Açores.

No seu comentário semanal na antena da TVI, o escritor leu a “fotocópia da versão original do acordo assinado, em 1952, entre Portugal e os Estados Unidos da América”.

O artigo 2º desse acordo autoriza a Força Aérea dos EUA a “armazenar óleos, munições e quaisquer abastecimentos considerados necessários aos fins em vista” na Base Aérea das Lajes.

Nesta altura, frisa Sousa Tavares, o mundo recuperava da Segunda Guerra Mundial e já enfrentava a chamada Guerra Fria, não esquecendo que, sete anos antes, Hiroshima e Nagasaki haviam sido “destruídas por duas bombas atómicas” norte-americanas.

Portanto, o governo português sabia que, ao deixar estacionar lá os aviões americanos, as munições [referidas no acordo] compreendiam necessariamente armas nucleares e também devia prever que as mesmas não iam ser guardadas ao ar livre, mas enterradas em silos

Continuando com os relatos baseados em documentos oficiais, o comentador refere que em 1995, quando o acordo é “revogado”, o artigo 8º refere que os “EUA podem armazenar e manter munições e explosivos convencionais nas instalações da base”.

E nesta senda, Sousa Tavares defende que ao escrever o artigo 8º e ao sublinhar as armas “convencionais”, os “legisladores de 1995 não têm a mais pequena dúvida de que até lá havia armas nucleares” nas Lajes. Uma certeza que, vinca, também os legisladores de 1952 tinham, pois não podiam ter “dúvida nenhuma de que ao abrir a porta a munições, sem especificar quais, houvesse armas nucleares nas Lajes, como houve”.

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