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Tancos: Diretor da Polícia Judiciária Militar e Comandante da GNR detidos

Detenções estão relacionadas com o desaparecimento de material militar em Tancos.

Tancos: Diretor da Polícia Judiciária Militar e Comandante da GNR detidos
Notícias ao Minuto

12:01 - 25/09/18 por Natacha Nunes Costa com Lusa 

País Operação Húbris

A Polícia Judiciária está a cumprir oito mandados de detenção, esta terça-feira, relacionados com o desaparecimento de material militar em Tancos.

Entre os detidos constam o diretor da Polícia Judiciária Militar, o coronel Luís Augusto Vieira, e o comandante da GNR de Loulé, responsável do Núcleo de Investigação Criminal de Loulé.

Entretanto, a Procuradoria-Geral da República (PGR) confirmou ao Notícias ao Minuto as detenções de "militares da Polícia Judiciária Militar, da Guarda Nacional Republicana e um outro suspeito", assim como a realização de buscas em vários locais nas zonas da Grande Lisboa, Algarve, Porto e Santarém, no âmbito da Operação 'Húbris'.

A PGR adianta ainda que, neste inquérito, investigam-se as circunstâncias em que ocorreu o aparecimento em 18 de outubro de 2017, na região da Chamusca, de material de guerra furtado em Tancos.

"Em causa estão factos suscetíveis de integrarem crimes de associação criminosa, denegação de justiça, prevaricação, falsificação de documentos, tráfico de influência, favorecimento pessoal praticado por funcionário, abuso de poder, recetação, detenção de arma proibida e tráfico de armas", lê-se no comunicado enviado ao Notícias ao Minuto.

A PGR esclarece também que, ao contrário do que alguns meios de comunicação social avançaram, nem a procuradora-geral da República, Joana Marques Vidal, nem o diretor do DCIAO, Amadeu Guerra, estiveram presentes aquando das detenções. 

"Nos termos do art.º 22  do  Estatuto dos Militares das Forças Armadas, a detenção de militares no ativo, fora de flagrante delito, 'é requisitada aos seus superiores hierárquicos pelas autoridades judiciárias', procedimento que foi seguido", garante a PGR.

O Notícias ao Minuto tentou ainda entrar em contacto com a porta-voz do Exército mas até ao momento não foi possível.

Fonte da GNR confirmou à agência Lusa que estão a decorrer buscas no Núcleo de Investigação Criminal da Guarda em Loulé, que procuram provas sobre o comportamento de três militares da GNR.

Os três militares do núcleo de investigação criminal da GNR de Loulé, incluindo o seu chefe, estão entre os detidos hoje pela Polícia Judiciária e serão presentes ao Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa para a aplicação das medidas de coação.

Recorde-se que o furto de material militar dos paióis de Tancos - instalação entretanto desativada - foi revelado no final de junho de 2017. Entre o material furtado estavam granadas, incluindo antitanque, explosivos de plástico e grande quantidade de munições.

Em 18 de outubro passado, a Polícia Judiciária Militar recuperou, na zona da Chamusca, quase todo o material militar que tinha sido furtado da base de Tancos no final de junho, à exceção das munições de 9 milímetros.

Contudo, entre o material encontrado, num campo aberto na Chamusca, num local a 21 quilómetros da base de Tancos, havia uma caixa com cem explosivos pequenos, de 200 gramas, que não constava da relação inicial do que tinha sido roubado, o que foi desvalorizado pelo Exército e atribuído a falhas no inventário.

Citando partes de acórdãos do Ministério Público relativos à investigação judicial ao furto de Tancos, o jornal Expresso referia, em 14 de julho, que, além das munições de 9 milímetros, há mais material em falta entre o que foi recuperado na Chamusca, como granadas de gás lacrimogéneo, uma granada de mão ofensiva, e cargas lineares de corte. 

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