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Plástico a valer senhas de compras? Não sendo má ideia, há que fazer mais

No dia em que será apresentado um relatório da Agência Portuguesa do Ambiente sobre a utilização do plástico e as medidas a serem implementadas para reduzir a utilização deste produto, a Quercus e a Zero dizem de sua justiça.

Plástico a valer senhas de compras? Não sendo má ideia, há que fazer mais

"A medida não é propriamente má”, é desta forma que Carla Graça, da Zero, comenta a medida que vai ser hoje apresentada mas que foi já noticiada pelo Diário de Notícias.

Em declarações ao Notícias ao Minuto, a responsável sublinhou que “mais do que incentivar os portugueses a reciclar através deste tipo de medidas é também importante alterar os modelos de gestão de resíduos”.

“É preciso fazer mais”, diz Carla Graça, destacando a redução da utilização única de produtos de plástico (talhares, garrafas de água, cotonetes, entre outros) e a reintrodução de um sistema de tara retornável.

Já Carmen Lima, da Quercus, considera a iniciativa de trocar plástico por vales de supermercado uma medida “adequada” até porque, sublinhou, “existindo esta compensação é mais fácil motivar os consumidores a aderirem”.

O modelo de “recolha porta-a-porta” será outra medida a ser apresentada e que também é considerada positiva pela responsável.

“Este modelo é mais eficiente do que o modelo dos ecopontos porque facilita a vida das pessoas e, logo, aumenta as taxas de reciclagem”, diz a responsável da Quercus em declarações ao Notícias ao Minuto.

Tanto a Zero como a Quercus estão em sintonia quando se fala na indústria do plástico. Carmen refere que a medida a ser apresentada e que diz respeito a um conjunto de iniciativas para "fomentar a alteração de processos e de matérias-primas junto da indústria do plástico” é positiva, mas “deveria ter um prazo para a sua implementação”.

Por sua vez, Carla Graça considera que é indispensável “dar sinais à indústria do plástico, nomeadamente substituindo embalagens de plástico por outras mais facilmente recicláveis e diminuindo a utilização de substâncias químicas, muitas vezes tóxicas, que são aditivadas a alguns plásticos”.

Por fim, Carla considera ainda importante que a lei da fiscalidade verde seja “revista de forma a serem introduzidas algumas taxas”, ao mesmo tempo que Carmen defende que é preciso apostar na “sensibilização” dos portugueses para estes temas.

“Os portugueses não sabem como devem participar para reduzir a produção de resíduos, aumentar a reutilização e promover a reciclagem. Ainda existem muitas dúvidas sobre os pequenos gestos que em muito vão melhorar o desempenho ambiental dos portugueses”, remata.

Taxa de sacos leves pode alargar-se 

Entretanto, fez saber o secretário de Estado do Ambiente que a taxa dos sacos de plástico leves poderá ser alargada aos mais espessos para incentivar a maior reutilização,  de acordo com uma proposta do grupo de trabalho sobre este material.

"O que temos de fazer eventualmente é prosseguir o sucesso dos sacos leves nos sacos de maior gramagem levando a que as pessoas, tendo um custo, os reutilizem mais vezes", referiu Carlos Martins.

A medida para os sacos leves "foi um sucesso, mas do ponto de vista dos plásticos e do ambiente, não podemos dizer que houve um sucesso tão conseguido porque houve uma transferência e as pessoas passaram dos sacos leves para os de maior gramagem", explicou Carlos Martins.

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