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Ana Julia era suspeita mas avó de Gabriel deu peça-chave à investigação

Enquanto a polícia reconstitui os eventos do dia em que desapareceu e morreu Gabriel Cruz, vão surgindo os elementos que levaram a que a Guardia Civil suspeitasse da namorada do pai do menino de oito anos. Pais de Gabriel tiveram de fingir que não suspeitavam de Ana Julia, a pedido da Guardia Civil.

Ana Julia era suspeita mas avó de Gabriel deu peça-chave à investigação
Notícias ao Minuto

10:43 - 13/03/18 por Anabela de Sousa Dantas

Mundo Caso Gabriel

A frieza com que Ana Julia Quezada respondia aos interrogatórios rotineiros da Guardia Civil foi um dos primeiros sinais de alerta para aquela força policial. Paralelamente, a namorada do pai de Gabriel Cruz era evasiva em relação ao seu telemóvel, dizendo que o tinha perdido e que não o conseguia encontrar, parecendo temer o que se pudesse lá descobrir.

Um outro sinal de alarme, refere o El País, foi o facto de a dominicana insistir junto dos pais de Gabriel para que oferecessem uma recompensa pelo filho. Primeiro falaram em 10 mil euros, mas Ana Julia ainda pedia que fosse mais.

Gabriel desapareceu no dia 27 de fevereiro quando saiu de casa da avó paterna, Carmen, em Níjar, para ir a casa dos primos, que vivam a cerca de 100 metros de distância. Nessa curta distância desapareceu.

No passado dia 6 de março, conforme descreve o Diário Vasco, a polícia conseguiu a prova-chave para deslindar o caso quando a avó do menino, ajudada pelos agentes, recordou que Ana Julia tinha saído de sua casa pouco depois de Gabriel.

Esta nova prova veio confirmar as suspeitas que se tinham adensado a 3 de março, quando a suspeita apresentou à polícia uma camisola de Gabriel, que disse ter encontrado numa zona que já tinha sido passada a pente fino pelas autoridades, na direção contrária à casa de Rodalquilar, onde Ana Julia escondeu o corpo. A peça de vestuário, que era mesmo do menino, estava seca, quando os últimos dias tinham sido de chuva.

A armadilha lançada pela Guardia Civil e pelos pais de Gabriel

Foi nesta altura que a unidade operacional (Unidad Central Operativa, UCO) da Guardia Civil, encarregue da investigação ao desaparecimento de Gabriel, decidiu avisar Ángel Cruz e Patrícia Ramirez das suas suspeitas (a mãe da criança já as afirmava desde o início) mas pedindo-lhes que fingissem normalidade, para a poder apanhar num erro, operando sob a presunção de que o menino ainda podia estar vivo.

“Eu tinha esperança de que ele abrandasse e que viesse abaixo. De que o soltasse em algum momento. Por isso, apelávamos à consciência [do raptor] nos discursos”, afirmou Patrícia, em declarações à Cope. “Não se podia dizer nada nem fazer nada, porque era parte da investigação e podia prejudicar o menino”, acrescentou.

Esta armadilha fez com que Ana Julia se sentisse segura o suficiente para mudar o corpo de sítio, no domingo passado, sendo intercetada pela polícia durante o transporte. A esperança de que o menino continuasse com vida depressa se desvaneceu, mas Ana Julia foi detida.

Esta segunda-feira foram reveladas as primeiras conclusões da autópsia ao corpo de Gabriel Cruz, sendo determinado que o menino morreu em consequência de estrangulamento no próprio dia em que desapareceu, a 27 de fevereiro. O funeral realiza-se hoje.

Por esta altura, Ana Julia está  a ser sujeita à reconstituição dos eventos do crime, sendo que também foi reaberto o caso da morte de uma das suas duas filhas, que caiu de uma janela em 1996, quando vivia em Burgos. A menina tinha na altura quatro anos e estava em casa com a irmã mais nova, que hoje tem 24 anos e ainda mora naquela localidade.

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