O corpo de Matilde Muñoz, a turista espanhola que estava desaparecida há dois meses, na Indonésia, foi encontrado numa praia da ilha de Lombok, este sábado. Há dois detidos.
A informação foi avançada pela agência EFE, que confirmou os factos junto das autoridades e de um familiar da mulher de 72 anos.
O cadáver foi encontrado enterrado no areal, de acordo com o El Español.
Desconhecem-se, para já, mais pormenores sobre o caso.
A investigação só arrancou a 13 de agosto, depois de a Embaixada de Espanha ter solicitado ajuda, por carta. Contudo, o primeiro alerta quanto ao desaparecimento de Mati, como era conhecida, foi dado pela sua amiga Olga Marín Calonge, no dia 28 de julho, na esquadra de Sant Feliu de Guixols, em Gerona.
Os funcionários do hotel em que a mulher estava hospedada, na zona costeira ocidental de Senggigi, deram conta de que a idosa não era vista desde o início de julho. No entanto, o círculo íntimo de Mati, que era muito ativa no WhatsApp, disse às autoridades não ter notícias dela desde o final de junho.
Além disso, os trabalhadores da unidade hoteleira relataram que a mulher lhes enviou uma mensagem a dizer que estava no Laos no dia 6 de julho, o que foi desmentido pelas autoridades de imigração indonésias.
Ignacio Vilariño, sobrinho de Mati, disse à Europa Press estar em causa um "crime clássico" e pediu às autoridades da Indonésia e à Interpol para intensificarem as investigações, por acreditar que os funcionários estão "envolvidos em tudo".
É que, de acordo com o familiar, a mensagem enviada para o hotel continha erros ortográficos graves, que eram "atípicos dela". Uma mensagem semelhante foi enviada para o seu grupo de amigos, mas a família acredita que possa ser um álibi para os envolvidos.
María Matilde Muñoz Cazorla era reformada e passava longas temporadas a viajar pela Ásia. Tinha chegado à ilha de Lombok em junho.
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