Cães farejadores vão participar nas buscas pela espanhola que está desaparecida há dois meses na Indonésia.
A informação foi confirmada agora pela família da mulher, referindo que especialistas em localização, acompanhados por cães treinados, viajarão da capital do país, Jacarta, até a zona da praia de Senggigi, em Lombok, com o objetivo de encontrar Mati, através de uma busca nos arredores do hotel Bumi Aditya, onde ela foi vista pela última vez.
O caso ganhou maior visibilidade nos últimos dias depois de a família de Mati Muñoz ter começado a mexer-se junto das autoridades do seu país, para que o caso se tornasse público. Nessa senda, a família anunciou que após quase dois meses de negligência por parte das autoridades do país, e graças à mediação da Embaixada espanhola em Jacarta, as buscas de vão agora sofrer um revés.
Espanhola desaparecida há dois meses
María Matilde Muñoz Carzola, conhecida como Mati, desapareceu no início de julho na ilha de Lombok, na Indonésia.
Matilde Muñoz, conhecida como Mati, foi vista pela última vez a 2 de julho, nas imediações do Hotel Bumi Aditya, na Praia de Senggigi, onde estava hospedada.
O caso começou a ser investigado mais de um mês depois, após a Polícia de Lombok Ocidental ter recebido um alerta da Polícia Nacional da Indonésia e do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Família suspeita de funcionários do hotel
Quase dois meses após o desaparecimento, a família acredita que os funcionários do hotel onde estava hospedada estão envolvidos.
Em declarações à Europa Press em representação da família, Ignacio Vilariño, sobrinho de Mati, considerou estar em causa um "crime clássico" e pediu às autoridades da Indonésia e à Interpol para intensificarem as investigações e ouvirem os funcionários do hotel onde estava hospedada, acreditando que estão "envolvidos em tudo".
Segundo Vilariño, os funcionários e gerentes do hotel apresentaram contradições "tão evidentes que não deixam margem para dúvidas" de um possível envolvimento.
Na altura em que o desaparecimento foi denunciado, Nurmala Hayati, contabilista do alojamento, explicou que a espanhola deu entrada pela primeira vez no hotel por volta de "12 de junho" e que "prolongou a sua estadia" no estabelecimento a 2 de julho até ao dia 20 desse mês. A mulher pagou antecipadamente e disse que "ia para a praia".
"Depois disso, nunca mais a vi", disse à agência de notícias espanhola Efe.
"A 5 de julho, o pessoal do hotel disse-me que Matilde não tinha voltado desde 2 de julho. Enviei-lhe uma mensagem pelo WhatsApp, mas ela não a recebeu. Foi só no dia 6 [de julho] que ela respondeu a dizer que estava em Laos. Não lhe mandei mais mensagens", acrescentou Hayati.
No entanto, segundo o sobrinho, a mensagem enviada para o hotel continha erros ortográficos graves, que eram "atípicos dela". Uma mensagem semelhante foi enviada para o seu grupo de amigos, mas a família acredita que possa ser um álibi para os envolvidos.
"Não temos dúvidas de que [as mensagens] eram falsas", disse Vilariño.
O sobrinho considerou, ainda, que "é impossível" que Mati "tenha desaparecido por vontade própria". "Ela era uma mulher que relatava os seus movimentos minuto a minuto e nunca deixava de responder aos seus entes queridos", sublinhou.
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