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Ramaphosa vai falhar a cimeira do G7 para se concentrar no novo Governo

O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, anunciou que não irá participar na cimeira do G7, que se realiza esta semana em Itália, porque está concentrado na formação de um Governo de coligação, noticiaram hoje os media locais.

Ramaphosa vai falhar a cimeira do G7 para se concentrar no novo Governo
Notícias ao Minuto

08:43 - 11/06/24 por Lusa

Mundo G7

A África do Sul e outros países africanos, assim como a União Africana (UA), foram convidados para a reunião do G7 (formado pelos Estados Unidos, França, Alemanha, Canadá, Japão, Itália e Reino Unido), que decorrerá de quinta a sábado em de Fasano, no sul de Itália.

Segundo a radiotelevisão pública sul-africana SABC, a África do Sul também não enviará uma delegação de alto nível à conferência de paz ucraniana que a Suíça acolherá no próximo fim de semana.

Nas eleições gerais de 29 de maio, o Congresso Nacional Africano (ANC, em inglês), no poder, perdeu a maioria absoluta pela primeira vez desde que chegou ao poder em 1994, quando Nelson Mandela se tornou o primeiro Presidente negro da África do Sul ao vencer as primeiras eleições multirraciais naquele ano.

Ramaphosa, de 71 anos, anunciou na quinta-feira passada que o ANC convidará outros partidos a formar um Governo de unidade nacional.

O partido do governo venceu o sufrágio com cerca de 40,20% dos votos e conquistou 159 assentos dos 400 na Assembleia Nacional (Câmara Baixa do Parlamento).

Os resultados foram muito inferiores aos obtidos nas eleições anteriores de 2019 e o ANC perdeu agora a maioria absoluta pela primeira vez desde o fim do regime segregacionista de "apartheid" e o estabelecimento da democracia na África do Sul em 1994.

Ramaphosa terá de negociar para continuar à frente do Executivo sul-africano, para um segundo e último mandato de cinco anos.

O ANC vive um dos momentos mais complicados desde a sua formação, marcado por escândalos de corrupção e desgastado pelos problemas que afetam o país, como o elevado desemprego, a elevada criminalidade ou os cortes de energia.

Leia Também: Partido de Zuma quer impedir 1.ª sessão do novo parlamento sul-africano

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