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NATO: Aliança "maior e mais forte" com Suécia e "mais perto" da Ucrânia

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, salientou hoje que a Aliança Atlântica está "maior e mais forte" do que o esperado pelo Presidente russo com a adesão oficial da Suécia e "mais perto do que nunca" da Ucrânia.

NATO: Aliança "maior e mais forte" com Suécia e "mais perto" da Ucrânia
Notícias ao Minuto

10:41 - 11/03/24 por Lusa

Mundo Stoltenberg

"Quando o Presidente [russo] Putin lançou a sua guerra de escala contra a Ucrânia, há dois anos, queria menos NATO e mais controlo sobre os seus vizinhos. Queria destruir a Ucrânia como Estado soberano, mas não conseguiu. A NATO é maior e mais forte e a Ucrânia está mais perto do que nunca de aderir à NATO", declarou Jens Stoltenberg.

Falando à imprensa na sede da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), em Bruxelas, no dia em que se celebra a adesão oficial da Suécia à Aliança Atlântica, o responsável acrescentou que "o Presidente Putin começou esta guerra e podia acabar com ela hoje, mas a Ucrânia não tem essa opção [pois] a rendição não significa paz".

"O nosso apoio à Ucrânia salva vidas e deve continuar", vincou Jens Stoltenberg, falando num "dia bom para a Suécia, para a NATO e para a paz e segurança em toda a Europa".

Destacando os "corajosos ucranianos que continuam a lutar pela liberdade", o líder da organização salientou ser necessário "continuar a fortalecer a Ucrânia para mostrar ao Presidente Putin que ele não vai conseguir o que quer no campo de batalha", devendo antes "sentar-se e negociar uma solução em que a Ucrânia seja reconhecida e prevaleça como uma nação independente e soberana".

A bandeira da Suécia é hoje hasteada na sede da NATO, em Bruxelas, numa cerimónia que oficializa a adesão do país nórdico à Aliança Atlântica após dois anos de negociações.

Referindo-se à adesão, Jens Stoltenberg observou que a Suécia tem "capacidades de vanguarda" na área da Defesa -- por terra, no ar e no mar --, alocando desde já mais de 2% do seu Produto Interno Bruto (PIB) a este setor.

"Em resposta à agressão de guerra da Rússia contra a Ucrânia, a NATO aumentou substancialmente a nossa presença nas linhas de demarcação e a adesão da Suécia reforça ainda mais essa presença", adiantou.

Também presente na ocasião, o primeiro-ministro da Suécia, Ulf Kristersson, salientou que a Suécia, enquanto membro da NATO, irá "partilhar os encargos, as responsabilidades e os riscos com os aliados".

"A situação de segurança na nossa região não era tão grave desde a Segunda Guerra Mundial e a Rússia continuará a ser uma ameaça para a segurança euro-atlântica num futuro previsível. Foi nesta perspetiva que a Suécia pediu para aderir à aliança de defesa da NATO para ganhar segurança, mas também para proporcionar segurança", adiantou o responsável.

Sobre a guerra na Ucrânia causada pela invasão russa, Ulf Kristersson garantiu apoio a Kiev, que "está a lutar corajosamente pela sua própria liberdade, mas também a defender a liberdade europeia".

Após mais de 200 anos de neutralidade, a Suécia é hoje oficialmente o 32.º membro da Aliança Atlântica.

A adesão da Suécia à NATO, desencadeada pela invasão russa da Ucrânia e conseguida após dois anos de intensas negociações, ocorreu após a Hungria -- um dos aliados, a par da Turquia, que colocou os maiores obstáculos -- ter aprovado no parlamento e ratificado o protocolo de adesão de Estocolmo.

[Notícia atualizada às 10h47]

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