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Plano de transição climática exige 2,4 biliões de dólares por ano

O secretário executivo da Convenção-Quadro da ONU para as Alterações Climáticas (UNFCCC) disse hoje que um plano de transição climática exige um investimento anual de pelo menos 2,4 biliões de dólares em energias renováveis e adaptação.

Plano de transição climática exige 2,4 biliões de dólares por ano
Notícias ao Minuto

16:44 - 02/02/24 por Lusa

Mundo ONU

"O Grupo de Especialistas de Alto Nível sobre Financiamento Climático calcula que sejam necessários 2,4 biliões de dólares (2,2 biliões de euros) anualmente para investimento em energias renováveis, adaptação e outras questões relacionadas com o clima nos países em desenvolvimento, excluindo a China", referiu Simon Stiell, apelando para um trabalho conjunto num plano de transição climática.

Falando na Universidade ADA em Baku, cidade no Azerbaijão que vai receber a 29.ª conferência das Nações Unidas sobre alterações climáticas (COP29) em novembro deste ano, o responsável sublinhou que sem muito mais financiamento, as conquistas climáticas desaparecerão rapidamente.

"Precisamos de torrentes e não gotas de financiamento", salientou Stiell, acrescentando que o investimento na transição climática é "essencial para construir confiança" e alcançar compromissos mais ambiciosos.

Insistindo na redução das emissões de gases com efeito de estufa e no desenvolvimento da resiliência climática, Stiell notou que 2023 foi o ano mais quente da história por larga margem e alertou que será necessário um "esforço olímpico" nos próximos dois anos para avançar até onde o planeta precisa de estar em 2030 e 2050.

"Na verdade, as ações que tomarmos nos próximos dois anos determinarão quanta destruição causada pelo clima poderemos evitar nas próximas duas décadas e além disso", disse.

Na COP28, realizada em finais de 2023 no Dubai, os países acordaram "fazer a transição" dos combustíveis fósseis e triplicar a capacidade das energias renováveis até 2030, mas não se registaram progressos no desbloquear de fundos financeiros para os países em desenvolvimento, principal ponto de discórdia nas negociações climáticas a nível mundial.

Os países devem definir até à COP30, no Brasil em 2025, uma revisão ambiciosa das suas metas nacionais de redução de emissões a serem alcançadas até 2035.

A maioria não tem conseguido cumprir os seus objetivos de descarbonização, que já eram insuficientes para se conseguir limitar o aquecimento global a 1,5°C acima dos valores médios da época pré-industrial.

Apesar dos progressos, as emissões mundiais ainda não começaram a diminuir de forma sustentável.

Leia Também: Neutralidade climática em 2050 requer mais 40 biliões de investimento

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