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EUA. Ala radical dos Republicanos quer destituir líder da Câmara

Um dos principais líderes da ala radical do Partido Republicano dos EUA, Matt Gaetz, anunciou hoje que vai apresentar uma moção de censura contra o líder da maioria Republicana na Câmara de Representantes, Kevin McCarthy.

EUA. Ala radical dos Republicanos quer destituir líder da Câmara
Notícias ao Minuto

15:54 - 01/10/23 por Lusa

Mundo Congresso dos EUA

Gaetz acusa McCarthy de atuar de forma dissimulada a favor dos interesses dos Democratas, ao ter desenhado um acordo bipartidário que, nas últimas horas, permitiu evitar a paralisação do Governo do Presidente Joe Biden, frustrando as promessas que tinha feito ao seu próprio partido, de intensificar a vigilância à ação da Casa Branca.

"McCarthy fez um acordo com os conservadores americanos em janeiro, quando assumiu o cargo. Desde então, tem violado esse acordo de forma flagrante e visível", disse Gaetz em comentários à cadeia televisiva CNN.

Para o congressista que representa a ala mais radical do partido, próxima do ex-Presidente Donald Trump, a gota de água foi o comportamento de McCarthy durante as negociações para evitar a paralisação do Governo Democrata.

Gaetz disse estar convencido de que o líder da maioria Republicana na Câmara agiu em conluio com os Democratas para aprovar a prorrogação de financiamento do Governo por 45 dias, conseguida nas últimas horas.

"Estou convencido de que ele tinha um acordo secreto com os Democratas para discutir rubricas orçamentais relativas à entrega de ajuda à Ucrânia. Todos têm a sua opinião sobre a participação dos Estados Unidos na guerra na Ucrânia, mas, independentemente do que as pessoas pensem, estas conversas deveriam ter sido públicas", defendeu o congressista.

Por todas estas razões, Gaetz anunciou que apresentará uma moção de censura na próxima semana, alegando que "é necessária uma liderança nova e fiável", explicando que "ninguém confia em McCarthy, um homem que mente a toda a gente".

A moção de censura só será aprovada com um total de 280 votos a favor na Câmara dos Representantes, onde os republicanos têm 221 cadeiras, pelo que serão necessários não só os votos de toda a bancada, mas também 59 votos adicionais dos representantes Democratas, o que torna a tarefa particularmente difícil.

Gaetz evitou responder se tem os votos necessários, incluindo os do seu próprio partido, mas garantiu que tem o suficiente para provar que se McCarthy ainda for líder no final da próxima semana, é porque os Democratas o consideram um aliado.

No sábado, quando Kevin McCarthy marcou a votação de uma proposta de última hora para tentar evitar a paralisação das atividades do Governo por falta de fundos, explicou que se tratava de "votar um 'remendo' de financiamento [...] para manter o Estado a funcionar".

Perante a possibilidade de ameaças dos conservadores mais radicais, McCarthy reagiu: "Se eles querem expulsar-me porque quero ser o adulto na sala, que vão em frente e tentem. Mas acho que o importante é o país e estarei com o nosso Exército, estarei com os nossos agentes de fronteira e irei estar com quem precisa de receber medicação", prometeu McCarthy, referindo-se a vários serviços e setores que seriam afetados pela paralisação do Governo.

Leia Também: Governo dos EUA à beira de paralisação com Congresso e Republicanos divididos

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