Estónia aprova casamento entre pessoas do mesmo sexo a partir de 2024

O país é o primeiro do grupo do Báltico a aprovar a medida, numa região do globo onde os direitos da comunidade queer têm sido conseguidos mais lentamente.

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Notícias ao Minuto
20/06/2023 17:59 ‧ 20/06/2023 por Notícias ao Minuto

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LGBTI+

Em mais um marco para os direitos da comunidade LGBTI+, o parlamento da Estónia aprovou esta terça-feira o casamento entre pessoas do mesmo sexo, tornando possível que casais homossexuais se casem a partir do dia 1 de janeiro de 2024.

Com a aprovação da medida, incluída num pacote legislativo sobre medidas familiares, a Estónia torna-se assim no primeiro dos três países Bálticos e na primeira antiga república da União Soviética a autorizar o casamento entre pessoas do mesmo género.

Além disso, a lei passará a dizer que apenas pessoas casadas podem adotar uma criança, o que abre a porta a que casais de pessoas do mesmo sexo possam adotar.

Reagindo à aprovação da lei, a primeira-ministra, Kaja Kallas, celebrou a decisão e afirmou que "todos devem ter o direito de casar com a pessoa que amam".

"Com esta decisão, estamos finalmente a dar um passo na direção de outros países nórdicos, assim como no resto do mundo democrático, onde a igualdade no casamento foi garantida. Isto não tira nada a ninguém, mas dá algo muito importante a muitos", disse Kallas, através das redes sociais.

Kallas também respira pessoalmente de alívio com a aprovação, já que esta proposta estava ligada a um voto de confiança na primeira-ministra. O seu governo de centro direita tem sido muito criticado pelos restantes partidos da oposição, especialmente os mais conservadores, com estes últimos a mostrarem-se contra a alteração da definição de "família tradicional".

O país já tinha passado a reconhecer legalmente relações entre pessoas do mesmo sexo em 2016, mas o casamento continuava fora de hipóteses. Segundo a CNN Internacional, um estudo de 2023 revelou que 53% da população é a favor do casamento homossexual.

A vitória do casamento entre pessoas do mesmo sexo na Estónia é o mais recente episódio numa série de avanços para a comunidade LGBTI+ nos países do Báltico, uma região da Europa onde os resquícios conservadores e nacionalistas da União Soviética continuam a atrasar muitos direitos sociais para minorias de género.

No mês passado, a Letónia passou a ter um dos únicos chefes de Estado queer na Europa, quando Edgars Rinkevics, o primeiro-ministro do país assumidamente gay, foi nomeado pelo parlamento nacional para ser o novo presidente.

Leia Também: Parlamento elege Edgars Rinkevics como novo Presidente da Letónia

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