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Letónia alarga estado de emergência nas fronteiras com a Bielorrússia

O Governo da Letónia decidiu hoje estender o estado de emergência nas regiões fronteiriças com a Bielorrússia até 10 de agosto devido ao aumento de tentativas de entradas ilegais provenientes do país vizinho para o território letão.

Letónia alarga estado de emergência nas fronteiras com a Bielorrússia
Notícias ao Minuto

17:48 - 02/05/23 por Lusa

Mundo Letónia

O ministro do Interior, Maris Kucinskis, disse aos jornalistas que cerca de 90 pessoas foram impedidas de entrar na Letónia na segunda-feira e que três cidadãos indianos foram presos depois de espancarem guardas de fronteira que tentavam detê-los.

"Eles até agrediram os cães", disse o ministro, referindo-se às patrulhas caninas frequentemente utilizadas ao longo da fronteira.

Kucinskis disse que as tentativas de enviar migrantes da Bielorrússia para a Letónia e outros países fronteiriços não terminarão tão cedo e parecem ser apoiadas pelas autoridades bielorrussas, "que pensam até em fornecer guias para os migrantes encontrarem os melhores pontos de trânsito".

O governante acrescentou que a Letónia não impede que os migrantes busquem asilo ou proteção, mas salientou que estes pedidos só podem ser apresentados em pontos de fronteira oficiais e legais, acrescentando que pessoas doentes, ou vulneráveis são admitidas por razões humanitárias.

Segundo documentos elaborados para uma reunião governamental de hoje, constatou-se que "continua elevado o número de tentativas de passagem ilegal da fronteira estadual, ou seja, em fevereiro foi impedida a passagem ilegal de pessoas pela fronteira em 377 casos, em março o número aumentou para 559 casos, e até 12 de abril foram 234".

Em agosto de 2021, a Letónia declarou estado de emergência nas suas fronteiras com a Bielorrússia após o Governo de Minsk ter incentivado um grande número de migrantes a chegar à fronteira com o país báltico, dispensando a exigência de visto e permitindo voos fretados baratos do Médio Oriente.

Após a sua chegada à Bielorrússia, estes migrantes são encaminhados ou conduzidos para as fronteiras da Letónia, Lituânia e Polónia, no que foi descrito como uma "guerra híbrida" contra estes países-membros da União Europeia (UE) e da NATO pelo seu apoio aos opositores do Presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko.

Esta notícia surgiu no mesmo dia em que a Dinamarca vai mobilizar em 2024 um batalhão para a defesa dos países bálticos, em particular na Letónia, no quadro da NATO e no contexto da invasão da Ucrânia pela Rússia.

"A partir de meados de 2024, a Dinamarca colocará à disposição da NATO um batalhão para a defesa dos Estados Bálticos, que será implantado na Letónia durante parte do ano e outro na Dinamarca, onde estará pronto para viajar para os Estados Bálticos, no caso de uma situação de crise", disse o Ministério da Defesa em comunicado.

O batalhão deve ter entre 700 e 1.200 homens.

"A composição e o tamanho do batalhão, bem como a duração de destacamentos específicos, dependerão dos requisitos da NATO e dos aliados" e da capacidade de destacamento das forças dinamarquesas, segundo a mesma nota informativa.

Na linha da frente face à Rússia, os países do flanco oriental da NATO aumentam os seus apelos para o reforço das capacidades de defesa desta parte da Europa.

A ofensiva militar russa no território ucraniano, lançada a 24 de fevereiro do ano passado, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Leia Também: Bálticos convocam embaixadores chineses após declaração sobre soberania

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