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Oito anos de prisão para jornalista russo por críticas ao exército

O jornalista e ex-deputado russo Alexander Nevzorov foi esta quarta-feira condenado à revelia a oito anos de prisão por ter alegadamente difundido "informações falsas" sobre as ações do exército russo na Ucrânia.

Oito anos de prisão para jornalista russo por críticas ao exército
Notícias ao Minuto

12:50 - 01/02/23 por Lusa

Mundo Guerra na Ucrânia

A Rússia adotou - desde as primeiras semanas do ataque contra a Ucrânia, lançado em 24 de fevereiro de 2022 - penas pesadas para quem criticasse a ofensiva ou as ações do exército.

Alexander "Nevzorov foi condenado a oito anos de prisão", determinou a juíza do tribunal de Basmanny, em Moscovo, citada pelas agências noticiosas russas.

O Ministério Público tinha pedido nove anos de prisão, enquanto o advogado de defesa pediu a absolvição do seu cliente, que se exilou no estrangeiro e mantém um canal na rede YouTube com quase dois milhões de assinantes.

No final de março de 2022, a comissão de investigação encarregada dos principais casos judiciais na Rússia anunciou a abertura de uma investigação contra Nevzorov, de 64 anos, acusando-o de ter "publicado conscientemente informações falsas sobre um 'bombardeamento deliberado de um hospital-maternidade em Mariupol pelo exército russo'".

A Rússia nega ter feito qualquer bombardeamento a locais civis na Ucrânia e remete a culpa pelos atos para os ucranianos.

A sentença de hoje foi divulgada numa altura que se regista uma repressão crescente da Rússia à comunicação social e aos jornalistas sobretudo em relação à ofensiva militar iniciada há quase um ano na Ucrânia.

Hoje foi também divulgado que o opositor do regime Ilia Iachine foi condenado a oito anos e cinco meses de prisão por denunciar "o assassinato de civis" na cidade ucraniana de Bucha, perto de Kyiv, onde o exército russo é acusado de várias violações dos direitos humanos.

Além disso, o Serviço Federal de Segurança da Rússia deteve três pessoas acusadas de realizar "ataques terroristas" contra a rede ferroviária do país na região de Sverdlovsk alegadamente por ordem de radicais ucranianos.

Leia Também: Putin demite alto funcionário do Conselho de Segurança da Rússia

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