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Deslocação a Portugal era "viagem necessária"

O primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe, Patrice Trovoada, disse hoje que a sua visita a Lisboa era "uma viagem necessária", tendo em conta a "situação económica e financeira extremamente complicada" do país.

Deslocação a Portugal era "viagem necessária"

Trovoada, que falava após ter sido recebido pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, visita Portugal cerca de duas semanas depois de uma "tentativa de subversão da ordem constitucional".

"É uma viagem necessária. A situação económica e financeira do país é extremamente complicada", afirmou Patrice Trovoada, que disse ter abordado com Marcelo Rebelo de Sousa os acontecimentos do passado dia 25 de novembro.

Segundo o primeiro-ministro são-tomense, "os acontecimentos em São Tomé e Príncipe mancharam também a perceção internacional" do país, situação que Patrice Trovoada disse ter de retificar.

"Eu tenho, durante essa visita a Portugal e daqui a uns dias em Washington, que desfazer algumas interpretações que não correspondem à verdade", frisou.

"Houve uma tentativa de subversão da ordem constitucional. Houve depois incidentes graves que culminaram com execuções, podemos dizer execuções extrajudiciais no quartel-general das Forças Armadas. Nós queremos ver isso esclarecido o mais rapidamente possível", acrescentou.

Trovoada recordou que o seu governo logo nas primeiras horas após os acontecimentos pediu "colaboração internacional para a investigação", porque, avançou: as autoridades são-tomenses são as "mais interessadas em saber como é que aconteceu, porque é que aconteceu e a partir daí podermos tomar as medidas, quer por parte da justiça, quer por parte do Estado, para que isso não volte a acontecer".

Patrice Trovoada disse ter agradecido a Marcelo Rebelo de Sousa, no quadro da cooperação a nível judicial o envio de uma equipa da Polícia Judiciária e do Instituto de Medicina Legal a São Tomé para ajudar "nos esclarecimento e na busca da verdade" sobre os acontecimentos de 25 de novembro.

"Estamos serenos à espera que a Procuradoria [Geral da República], e com assistência portuguesa, possa produzir um relatório preliminar", destacou, acrescentando não ser a primeira vez que em situações semelhantes São Tomé e Príncipe recorre a Portugal.

"Estamos convencidos que poderemos ter alguns elementos, eu espero antes do fim do ano", admitiu.

Patrice Trovoada disse ainda que se reúne quinta-feira de manhã com o primeiro-ministro português, António Costa, e segue depois para os Estados Unidos da América.

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