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Confrontos. Azerbaijão entrega 13 corpos de soldados à Arménia

O Azerbaijão entregou hoje à Arménia os corpos de mais 13 soldados mortos no decurso dos confrontos fronteiriços entre os dois países do Cáucaso em setembro passado.

Confrontos. Azerbaijão entrega 13 corpos de soldados à Arménia
Notícias ao Minuto

16:46 - 28/11/22 por Lusa

Mundo Azerbaijão

A Comissão estatal do Azerbaijão para os assuntos do Prisioneiros de guerra, reféns e desaparecidos informou em comunicado que a entrega dos soldados às autoridades de Erevan foi efetuada com a mediação do Comité internacional da Cruz Vermelha (CICV).

O organismo assegurou que os corpos foram examinados com a participação de funcionários da Procuradoria militar do Azerbaijão, e que "não se encontraram sinais de violência".

Em 20 de setembro, o Azerbaijão entregou à Arménia os corpos de 95 soldados mortos nos confrontos, para além de outros seis em 23 de setembro e ainda dez em 27 de outubro.

Segundo o Azerbaijão, 80 soldados azeris foram mortos no confronto armado de setembro junto à fronteira com a Arménia, apesar de Erevan se referir a 204 baixas entre a força opositora.

Os combates de setembro passado foram os mais graves desde 2020, quando os dois países se confrontaram pelo controlo do Nagorno-Karabakh, foco de conflitos desde que, em 1988, decidiu autonomizar-se do Azerbaijão, e quando os dois países ainda estavam integrados na União Soviética.

A Arménia e o Azerbaijão declararam a independência em 1991 e o conflito, que se agudizou nos últimos meses, prosseguiu em torno do enclave do Nagorno-Kharabak, região em território azeri habitada quase exclusivamente por arménios (cristãos ortodoxos).

Este enclave declarou a independência do Azerbaijão muçulmano após uma guerra no início da década de 1990, que provocou cerca de 30.000 mortos e centenas de milhares de refugiados.

Na sequência deste conflito, foi assinado um cessar-fogo em 1994 e aceite a mediação do Grupo de Minsk (Rússia, França e Estados Unidos), constituído no seio da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), mas as escaramuças armadas continuaram a ser frequentes, e implicaram importantes confrontos em 2018.

Cerca de dois anos depois, no outono de 2020, a Arménia e o Azerbaijão enfrentaram-se durante seis semanas pelo controlo do Nagorno-Karabakh durante uma nova guerra que provocou 6.500 mortos e com uma pesada derrota arménia, que perdeu uma parte importante dos territórios que controlava há três décadas.

Após a assinatura de um acordo sob mediação russa, o Azerbaijão, apoiado militarmente pela Turquia, registou importantes ganhos territoriais e Moscovo enviou uma força de paz de 2.000 soldados para a região do Nagorno-Karabakh.

Apesar do tímido desanuviamento diplomático, os incidentes armados permaneceram frequentes na zona ou ao longo da fronteira oficial entre os dois países, culminado nos graves incidentes fronteiriços de setembro.

Leia Também: Rússia, Arménia e Azerbaijão concordam em evitar uso da força no Caúcaso

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