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Cabo Verde condena "sublevação armada" em São Tomé e Príncipe

O Presidente da República cabo-verdiano, José Maria Neves, condenou hoje a "sublevação armada" desta madrugada em São Tomé e Príncipe, após falar com o homólogo Carlos Vila Nova, que visita Cabo Verde a partir de domingo.

Cabo Verde condena "sublevação armada" em São Tomé e Príncipe

"Felizmente, a situação já está sob controle das legítimas autoridades do país. Condenamos veementemente esta tentativa de rutura constitucional e solidarizamo-nos inteiramente com o Presidente da República, o Governo e o povo de São Tomé e Príncipe", escreveu, na sua conta oficial na rede social Facebook, o chefe de Estado cabo-verdiano.

Para José Maria Neves, esta ação colocaria "em causa o Estado de Direito Democrático".

Carlos Vila Nova é esperado na Praia para uma visita de Estado a Cabo Verde de 27 a 30 de novembro, para "enaltecer a singularidade dos laços entre os povos são-tomense e cabo-verdiano", segundo a Presidência cabo-verdiana.

O primeiro-ministro são-tomense assegurou hoje que a situação no país está "calma" após um ataque ao quartel, esta noite, que causou um ferido grave e várias detenções, e disse esperar "mão firme" da justiça sobre os autores.

"Quero dizer aos são-tomenses, os que residem no país, e à comunidade estrangeira que a situação está controlada, está calma", afirmou hoje o chefe do Governo de São Tomé e Príncipe, Patrice Trovoada, numa conferência de imprensa para prestar esclarecimentos sobre o ataque realizado esta noite ao quartel militar, na capital são-tomense.

O primeiro-ministro adiantou que "por questões de precaução", as escolas perto do quartel estão encerradas.

"Não se trata de um roubo, não se trata de um furto. Trata-se de um ataque com armas de guerra às Forças Armadas do país e temos primeiro que resolver esse problema", adiantou.

Segundo o chefe do Governo, a "tentativa de golpe" começou por volta das 00:40 (hora local, a mesma hora em Lisboa) e "teve o seu desfecho, em termos operacionais, pouco depois das 06:00".

Patrice Trovoada qualificou o caso como "de extrema gravidade", mas quis deixar uma mensagem de tranquilidade: "As Forças Armadas têm a situação sobre controlo".

É necessário, salientou, "um pouco de prudência" e "a colaboração por parte da população".

"Espero que a justiça faça o seu trabalho, São Tomé e Príncipe não merece todos estes problemas. O povo é soberano, o povo escolheu essa equipa para conduzir os destinos" do país, salientou.

Depois de as Forças Armadas terminarem as "operações preliminares de investigação, porque tudo indica que houve alguma cumplicidade no seio do quartel", será "o momento de a Justiça, a Procuradoria [Geral da República], a Polícia Judiciária, entrarem em ação".

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