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França vai nomear embaixador para defender direitos da comunidade LGBTI

A França vai nomear, no final do ano, um embaixador LGBTI para defender os direitos desta comunidade de pessoas no âmbito internacional, anunciou, esta quinta-feira, a primeira-ministra do país, Élisabeth Borne.

França vai nomear embaixador para defender direitos da comunidade LGBTI
Notícias ao Minuto

00:04 - 05/08/22 por Lusa

Mundo LGBTI+

Numa cerimónia em Orleans, no centro do país, por ocasião das comemorações dos 40 anos da despenalização da homossexualidade em França, a chefe do Governo explicou ainda que este novo cargo irá coordenar as suas ações com o ministério do Exterior.

O seu trabalho irá consistir em lutar contra a discriminação contra esta comunidade, promover os seus direitos e defender "a descriminalização universal da homossexualidade e identidade trans", disse Borne.

A primeira-ministra denunciou que "estão a ser questionados, inclusivamente no espaço jurídico europeu", os direitos dos homossexuais, numa alusão velada à Hungria, liderada por Viktor Orbán, o que justifica a criação deste novo cargo.

Em 04 de agosto de 1982, a esquerda francesa retirou do Código Penal as penas impostas às relações homossexuais, que tinham sido introduzidas pelo regime de Vichy durante a invasão alemã, na segunda Guerra Mundial.

Nesse mesmo dia, deu-se, em França, a primeira manifestação do Orgulho LGBTI na história do país.

Borne destacou os avanços legislativos para a comunidade LGBTI nos últimos cinco anos, desde a chegada ao presidente Emmanuel Macron.

Nesse sentido, citou o acesso à reprodução medicamente assistida para todas as mulheres ou a proibição de terapias de conversão, mas frisou que a batalha "ainda não está ganha" e que o ódio dirigido às pessoas LGBT+ continua a excluir, ferir e, por vezes, matar.

Borne agradeceu, ainda, o trabalho "exemplar" dos centros e associações LGBTI no país e anunciou a criação de um fundo de três milhões de euros para criar 10 novos centros, reforçando os 35 que já existem.

Leia Também: Universidade de Seattle investigada por política de emprego anti-LGBTI+

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