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Macau não descarta que surto tenha origem no estrangeiro

O chefe do executivo de Macau não descartou hoje a hipótese que a origem do novo surto seja exterior ao território e que o vírus tenha entrado através de residentes que cumpriram quarentena num hotel ou da importação de carne congelada.

Macau não descarta que surto tenha origem no estrangeiro
Notícias ao Minuto

11:48 - 23/06/22 por Lusa

Mundo Macau

"Depois da quarentena nos hotéis, quando levaram os seus objetos de dentro do hotel para casa, será que poderá haver aí um vestígio do vírus?", disse Ho Iat Seng, em conferência de imprensa.

Todos as pessoas que chegam ao território do estrangeiro -- com exceção do interior da China - são obrigados a cumprir 10 dias de quarentena em hotéis designados pelas autoridades e mais sete de autogestão em casa.

A medida entrou em vigor há cerca de duas semanas, já que anteriormente eram obrigatórios 14 dias de observação médica numa unidade hoteleira.

Macau decretou no domingo o estado de prevenção imediata, na sequência do pior surto desde o início da pandemia, no qual já foram detetados 110 novos casos (32 com sintomas e 78 assintomáticos).

Ainda no que diz respeito à origem destas infeções, que o Governo quer detetar "o mais rápido possível", Ho assumiu que "não é assim tão provável que seja da China", por não se tratar de uma estirpe "tão vulgar" no país.

"Não podemos deixar de investigar todas as hipóteses (...) Temos as cadeias de frio, temos a carne que entra em Macau, a carne congelada e, por outro lado, também temos muitos produtos que são importados", acrescentou.

O líder de Macau salientou que "a situação epidemiológica é cada vez mais complexa" e "cada vez mais grave", deixando, por isso, um apelo à população "para que continue a colaborar com as autoridades", mas sem "entrar em pânico".

Macau anunciou já a suspensão da atividade de todos os espaços de diversão. A partir das 17:00 (10:00 em Lisboa), deverão encerrar "todos os cinemas, teatros, parques de diversão em recintos fechados, salas de máquinas de diversão e jogos em vídeo, cibercafés, salas de jogos de bilhar e de bowling, estabelecimentos de saunas e de massagens, salões de beleza, ginásios de musculação, estabelecimentos de health club e karaoke, bares, night-clubs, discotecas, salas de dança, cabaret, barbearias e piscinas abertas ao público", pode ler-se num despacho do chefe do Governo.

Além disso, as autoridades ordenaram também a "suspensão da prestação do serviço ao público de todos os restaurantes, estabelecimentos de bebidas e estabelecimentos de comidas" para o consumo "no interior dos respetivos espaços, sem prejuízo da prestação dos serviços de 'takeaway'".

Na quarta-feira já tinha sido anunciado que o ano letivo escolar vai "acabar mais cedo" no território.

"As escolas têm a capacidade e possibilidade de utilizar formas de avaliação multidisciplinares, nomeadamente avaliando o desempenho do aluno ao longo do ano letivo ou até através de testes realizados ao longo do período", explicou aos jornalistas Kong Chi Meng, diretor dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ).

Além dos estabelecimentos de ensino, desde o início do surto, as autoridades suspenderam ainda o funcionamento de museus e dos equipamentos sociais que prestam serviços diurnos (creches, centros de cuidados especiais e centros comunitários) e as visitas a lares de idosos.

Os serviços públicos também vão permanecer encerrados pelo menos até sexta-feira.

Esta manhã teve início a realização de mais um teste a toda a população, que vai decorrer até sexta-feira, ao longo de 39 horas.

Este é a segunda testagem geral à covid-19, depois de, no início da semana, cerca de 677 mil pessoas se terem deslocado aos 53 postos disponíveis para realizar um teste PCR.

Entretanto, na quarta-feira foi também pedido aos residentes que realizassem um teste antigénio rápido em casa.

Desde o início da pandemia, o território registou um total de 115 infeções, zero mortes e 254 assintomáticos. À semelhança do interior da China, a região segue uma política de 'zero casos', em que os assintomáticos não entram para as contas oficiais do Governo, apesar de serem igualmente obrigados a cumprir as medidas de isolamento.

Leia Também: Macau regista 110 novos casos e encerra espaços de diversão

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