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Congressista republicana critica partido por permitir supremacia branca

Liz Cheney é uma das conservadoras de maior presença mediática, mas tem sido afastada pelos colegas por criticar a direção do partido e, em particular, o antigo presidente Donald Trump.

Congressista republicana critica partido por permitir supremacia branca

Representante do estado do Wyoming na Câmara dos Representantes e uma das republicanas de maior destaque nos Estados Unidos, Liz Cheney voltou a navegar contra a corrente do seu próprio partido e acusou a liderança republicana no Congresso de ser permissiva sobre a supremacia branca.

Numa publicação no Twitter, Cheney - filha do antigo vice-presidente norte-americano e uma das maiores figuras históricas do início do século XXI, Dick Cheney - escreveu que "a liderança do GOP [sigla para o partido republicano] permitiu nacionalismo branco, supremacia branca e antissemitismo".

"A história ensinou-nos que o que começa com palavras, termina de forma muito pior. Os líderes do GOP devem renunciar e rejeitar estes pontos de vista e aqueles que os defendem", afirmou.

O comentário da congressista republicana surge depois de um homem branco de 18 anos ter viajado para a cidade de Buffalo e ter matado dez pessoas, num ataque assumidamente racista e supremacista branco. O autor do tiroteio terá publicado um manifesto onde promoveu a teoria da substituição, uma teoria da conspiração com adeptos na extrema-direita norte-americana que fala de uma substituição da população caucasiana através da entrada de imigrantes ilegais e de casamentos com pessoas negras.

Liz Cheney continua a ser uma das mais importantes republicanas no Congresso, apesar das suas críticas contra Donald Trump, especialmente após o ataque ao Capitólio em janeiro de 2021, lhe valerem um afastamento da liderança. Cheney tem sido particularmente crítica do papel do líder republicano na Câmara dos Representantes, Kevin McCarthy, por este último defender o presidente no ataque ao Congresso e permitir a entrada de deputados adeptos de teorias da conspiração, como Marjorie Taylor Greene.

A congressista, que foi eleita pelo estado do Wyoming em 2017, e trabalhou nos governos republicanos com o apoio do pai, nomeadamente durante a administração do presidente George W. Bush, também criticou Elise Stefanik, a mulher escolhida por McCarthy para a substituir dos cargos de liderança do GOP.

Stefanik saltou para a ribalta no partido republicano, apesar de ter feito uma campanha com base no combate à imigração ilegal, sugerindo que a presença de imigrantes vindos da América Latina iriam diluir o eleitoral norte-americano a favor dos democratas.

E no início de 2021, Liz Cheney foi uma das poucas republicanas a condenar a influência do antigo presidente, Donald Trump, na ascensão de movimentos conservadores extremistas que acabaram por invadir o edifício do Capitólio e ameaçar as duas câmaras do Congresso.

O tiroteio em Buffalo é o mais recente ataque rodeado de nuances raciais e étnicas, que ganharam um maior destaque depois da morte de George Floyd, em maio de 2020.

Leia Também: De Dylann Roof a Aaron Long. Os casos de violência com motivação racial

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