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China pede que UE não interfira na disputa com Lituânia após queixa à OMC

A China criticou hoje a queixa apresentada pela União Europeia na Organização Mundial do Comércio (OMC), por práticas comerciais discriminatórias de Pequim para com a Lituânia.

China pede que UE não interfira na disputa com Lituânia após queixa à OMC
Notícias ao Minuto

11:14 - 27/01/22 por Lusa

Mundo Organização Mundial do Comércio

"Afirmar que a China exerce coerção contra a Lituânia não tem fundamentação", disse Zhao Lijian, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, em conferência de imprensa.

"O problema entre a China e a Lituânia é político, não económico", apontou.

A tensão entre a China e a Lituânia remonta ao verão passado, quando as autoridades do país europeu permitiram a abertura de um "Escritório de Representação de Taiwan" em Vílnius, o que provocou a fúria de Pequim.

A República Popular da China exige a qualquer país com o qual mantém relações diplomáticas que excluía contactos oficiais com Taiwan.

A China baixou então as suas relações diplomáticas com a Lituânia para o nível de encarregado de negócios, em novembro passado e, logo depois, Vílnius decidiu retirar os seus diplomatas de Pequim.

Zhao exigiu que o país báltico "corrija imediatamente os seus erros" e não se torne um "peão" para "forças separatistas e anti-China".

Zhao assegurou que a Lituânia "prejudica os interesses da China" e acusou o país de "traição", apelando para que a União Europeia (UE) "convença" Vílnius a cumprir os "compromissos assumidos" desde que estabeleceu laços com Pequim, em 1991, após a sua independência da União Soviética.

As declarações do porta-voz surgem após a denúncia que a UE apresentou hoje à OMC, pelo que considera práticas comerciais "discriminatórias" contra a Lituânia, ao reter as suas exportações para o país asiático nas alfândegas e a conter os seus pedidos de importação.

Bruxelas indicou ter "acumulado nas últimas semanas provas de vários tipos de restrições chinesas", citando "recusa de desalfandegamento de mercadorias lituanas, rejeição de pedidos de importação da Lituânia e pressão sobre as empresas europeias que operam noutros Estados-membros da UE para que retirem componentes lituanos das cadeias de abastecimento quando exportam para a China".

"Estas ações, que parecem ser discriminatórias e ilegais segundo as regras da OMC, prejudicam os exportadores tanto na Lituânia como noutros países da UE, uma vez que também visam produtos com conteúdo lituano exportados por outros países da UE", sublinhou a Comissão Europeia.

"Não é um passo que demos de ânimo leve. Contudo, após várias tentativas falhadas de resolver a questão bilateralmente, não vemos outra opção", afirmou o comissário da UE para o Comércio, Valdis Dombrovskis, citado em comunicado.

China e Taiwan vivem como dois territórios autónomos desde 1949, altura em que o antigo governo nacionalista chinês se refugiou na ilha, após a derrota na guerra civil frente aos comunistas.

No entanto, Pequim considera Taiwan parte do seu território, e não uma entidade política soberana, e ameaça usar a força caso a ilha declare independência.

Leia Também: UE anuncia queixa contra a China na Organização Mundial do Comércio

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