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Coligação liderada pela Arábia Saudita retalia ataques dos huthis

A coligação militar liderada pela Arábia Saudita, que intervém no Iémen desde 2015, bombardeou hoje alvos na capital iemenita, Sanaa, para eliminar "líderes" dos rebeldes huthis em retaliação aos ataques feitos horas antes contra os Emirados Árabes Unidos (EAU).

Coligação liderada pela Arábia Saudita retalia ataques dos huthis
Notícias ao Minuto

22:33 - 17/01/22 por Lusa

Mundo EUA

"Em resposta à ameaça e à necessidade militar, começámos a realizar ataques aéreos em Sanaa em que os alvos são líderes terroristas no setor norte da capital", anunciou a coligação num comunicado divulgado pela agência noticiosa saudita SPA.

A coligação, que integra os EAU, argumentou que "a situação operacional exige ataques contínuos em resposta à ameaça", segundo o comunicado.

Testemunhas na capital iemenita garantiram à agência noticiosa Efe que dois ataques atingiram quartéis militares dos huthis, localizados perto da cidade universitária de Sanaa, causando explosões e incêndios.

Segundo a agência iemenita Saba, controlada pelo huthis, pelo menos quatro civis morreram e outros cinco ficaram feridos em consequência dos bombardeamentos da coligação.

A nova campanha de bombardeamentos contra a capital iemenita ocorre após os dois ataques ocorridos hoje contra o aeroporto internacional e uma área industrial em Abu Dhabi, que provocaram pelo menos três mortos, no primeiro, e seis feridos, no segundo.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros dos Emirados condenou em comunicado a agressão e destacou que os Emirados "se reservam o direito de responder a esses ataques terroristas e a essa sinistra escalada criminosa" cometida "fora do Direito Internacional e Humanitário".

Os Estados Unidos, a França e o Reino Unido já condenaram os ataques dos huthis.

Washington garantiu que vai "responsabilizar" os huthis pelos ataques nos EAU, tendo expressado a sua "condenação veementemente", numa posição expressa pelo conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, Jake Sullivan.

Em Paris, num comunicado de imprensa, o chefe da diplomacia francesa, Jean-Yves Le Drian "condenou com grande vigor" os ataques que, salientou, "traduzem uma ameaça à segurança dos EAU e à estabilidade na região".

Em Londres, numa mensagem na rede social Twitter, a chefe da diplomacia britânica, Liz Truss, "condenou nos termos mais fortes os ataques terroristas reivindicados pelos huthis contra os Emirados Árabes Unidos".

A guerra matou 377 mil pessoas no Iémen - tanto civis como combatentes - e exacerbou a fome e a miséria em todo o país.

O conflito no Iémen é considerado pela ONU como a maior tragédia humanitária do planeta, atualmente, com 80% da população do país a necessitar de algum tipo de assistência para colmatar as suas necessidades básicas.

Localizado no Médio Oriente, junto ao mar Arábico, golfo de Aden e mar Vermelho, e com fronteiras com Omã e a Arábia Saudita, o Iémen tem uma população de cerca de 33 milhões de pessoas.

Leia Também: Irão regressa à Organização de Cooperação Islâmica na Arábia Saudita

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