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Fronteira da Bielorrússia. UE aponta desaceleração da pressão migratória

A Comissão Europeia indicou hoje que continua atenta à situação na fronteira da UE com a Bielorrússia, apesar da desaceleração da pressão migratória e do aumento do regresso de imigrantes aos países de origem.

Fronteira da Bielorrússia. UE aponta desaceleração da pressão migratória

A questão foi levantada na reunião de hoje do Conselho Europeu de Ministros do Interior, que confirmou que as chegadas à zona fronteiriça entre a Bielorrússia e a Lituânia, Polónia e Letónia "quase pararam" e que tem havido "um aumento nos regressos" dos migrantes.

Embora a situação esteja mais sob controle, "devemos permanecer vigilantes", disse a comissária europeia do Interior, Ylva Johansson, em conferência de imprensa.

Na reunião, o ministro espanhol do Interior, Fernando Grande-Marlaska, apoiou as medidas adotadas pela União Europeia "para fazer face à situação de emergência na fronteira".

Milhares de migrantes e refugiados, sobretudo do Médio Oriente, mas também de países africanos, estiveram durante semanas acampados sob um frio glaciar nas florestas bielorrussas junto à fronteira com a Polónia, na esperança de entrar neste país da União Europeia.

O Ocidente acusou a Bielorrússia de atrair pessoas para a fronteira com falsas promessas de uma entrada fácil na UE.

A Comissão Europeia alertou também para a existência atualmente de outras situações na UE que "colocam desafios" do ponto de vista da gestão da migração, nomeadamente em Itália, onde "tem havido muitas chegadas", bem como no Chipre, Ilhas Canárias, Grécia e Malta.

Por outro lado, alguns ministros chamara a atenção para a situação que está a ser criada nos chamados "movimentos secundários" que chegam a países que, sem serem fronteiras externas da UE, recebem fluxos migratórios daqueles que estão na linha da frente, afirmou a ministra do Interior da Eslovénia, país que ocupa a presidência da UE até o final do ano.

Estes deslocamentos, segundo a Comissão Europeia, estão a aumentar e afetam, em particular, Áustria, Bélgica, Holanda, França e Alemanha.

Segundo a comissária, os ministros apelaram a avanços no Pacto Europeu sobre Migração e Asilo "porque só podemos enfrentar estes desafios juntos".

A comissária do Interior avançou ainda que 15 Estados-Membros ofereceram-se para acolher 40.000 refugiados afegãos, o que descreveu como "um importante ato de solidariedade".

Leia Também: "Manipulação política" na crise migratória entre Bielorrússia e UE

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