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Brasil descarta retaliar contra taxa de turismo cobrada na Argentina

O ministro do Turismo brasileiro, Gilson Machado, afirmou hoje que o país desistiu de cobrar um imposto sobre operações financeiras em reciprocidade ao que chamou de "vergonhosa" taxa cobrada na Argentina de cidadãos deste país que visitam o Brasil.

Brasil descarta retaliar contra taxa de turismo cobrada na Argentina
Notícias ao Minuto

18:27 - 25/11/21 por Lusa

Mundo Brasil

"Não vamos descer ao nível que a Argentina atingiu e não vamos cobrar nada", disse Machado em entrevista com correspondentes estrangeiros.

O ministro brasileiro admitiu que a cobrança do imposto passou a ser pensada pelo Brasil em reciprocidade a uma cobrança estabelecida pela Argentina, mas a ideia foi descartada para deixar claro que o Brasil defende o livre fluxo, principalmente entre os países do Mercosul (bloco económico formado pela Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai).

"Ao contrário da Argentina, [o Presidente brasileiro, Jair] Bolsonaro decidiu que não restringirá nenhum direito de mobilidade dos cidadãos. É uma pena que a Argentina aplique uma taxa para viagens", afirmou Machado.

"Chegamos a pensar na reciprocidade, mas, como um gesto democrático, desistimos de taxar o cidadão sobre as despesas do cartão de crédito que se deslocam a outro país, principalmente se ele for vizinho e integrante do Mercosul, no qual o fluxo é garantido", acrescentou.

Em setembro, Gilson Machado ameaçou aplicar a mesma taxa aos brasileiros que visitam o país vizinho e pediu à Argentina que eliminasse o imposto sobre a entrada de argentinos no Brasil.

"Também estamos estudando cobrar dos brasileiros que vão para a Argentina esses 30%. Quem vai se beneficiar vai ser Chile, Paraguai, Uruguai. Para que [o Governo argentino] reveja essas posturas de cobrar 30% das despesas do cartão de crédito de um cidadão argentino que viaja ao Brasil", alegou na ocasião.

Por meio da chamada taxa Pais, imposto para uma Argentina inclusiva e solidária, desde 2019 que o Governo argentino cobra 30% sobre as operações em moeda estrangeira em cartões de crédito usados por argentinos, o que atinge principalmente as pessoas que viajam para o exterior.

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