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EUA procuram tecnologia hipersónica para contrariar avanços da China

Os Estados Unidos confirmaram hoje que procuram tecnologia hipersónica para contrariar os avanços militares da China, depois de informações que davam conta de que Pequim havia testado um míssil com aquela componente em agosto.

EUA procuram tecnologia hipersónica para contrariar avanços da China
Notícias ao Minuto

06:08 - 28/10/21 por Lusa

Mundo EUA

O porta-voz do Pentágono, John Kirby, explicou em conferência de imprensa que o país está a trabalhar para atingir "capacidades hipersónicas".

"É algo tangível e estamos a trabalhar para poder desenvolver essa capacidade", disse Kirby, sem adiantar detalhes sobre o assunto.

De acordo com o jornal britânico Financial Times, a China testou um míssil hipersónico com capacidade nuclear em agosto.

O jornal, que citou fontes próximas ao teste, explicou que a China lançou um projétil que deu a volta à Terra em órbita baixa "surpreendendo os serviços de inteligência norte-americanos".

Mais tarde, Pequim negou ter testado um míssil com capacidade nuclear, alegando que se tratavam de "testes de rotina" para verificar as tecnologias de reutilização aeroespacial.

A China já apresentou em 2019 um míssil hipersónico, o DF-17, arma de alcance intermédio (cerca de 2.000 km), na forma de um "planador", que pode carregar ogivas nucleares.

O míssil citado pelo Financial Times, diferente do DF-17, poderia atingir o espaço, ser colocado em órbita e atravessar a atmosfera antes de atingir o alvo, sendo por isso o seu alcance muito maior.

Os russos lançaram recentemente um míssil hipersónico Zircon de um submarino e, no final de 2019, encomendaram os mísseis hipersónicos Avangard com capacidade nuclear.

John Kirby reiterou que os Estados Unidos não são estranhos à tecnologia hipersónica: "não é algo que não temos estado a pensar".

Ao mesmo tempo em que procuram garantir esse tipo de avanço tecnológico, os Estados Unidos querem melhorar as suas "capacidades defensivas", esclareceu.

O porta-voz do Pentágono lembrou que o país está "inquieto" com os avanços militares da China, que, frisou, estão associados a uma política externa e de defesa que intimida e exerce coerção sobre nações vizinhas".

A esse respeito, Kirby acrescentou que "o Indo-Pacífico continua a ser um alvo prioritário para a segurança nacional dos Estados Unidos".

Ainda hoje o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas norte-americanas, general Mark Milley, considerou o teste balístico chinês "muito preocupante".

Mark Milley foi o primeiro oficial do Pentágono a confirmar oficialmente a natureza de um teste realizado este ano pelos militares chineses, que o Financial Times havia relatado ser uma arma hipersónica com capacidade nuclear.

"O que vimos foi um evento muito significativo de um teste de um sistema de armas hipersónico, e é muito preocupante", disse à Bloomberg.

Sem especificar pormenores por existirem aspetos que envolvem inteligência secreta, Mark Miley lembrou que os Estados Unidos estão a trabalhar em armas hipersónicas cujas principais características incluem trajetória de voo, velocidade e capacidade de manobra, tornando-os capazes de fugir dos sistemas de alerta das defesas de mísseis do país.

Os Estados Unidos ainda não realizaram testes de armas hipersónicas como a China.

"Penso ter visto em alguns jornais o uso do termo 'momento Sputnik'. Não sei se é um grande momento Sputnik, mas acho que está perto disso. [...] É um evento tecnológico muito significativo que aconteceu, ou teste, pelos chineses. E tem toda a nossa atenção", acrescentou.

Na passada sexta-feira, os Estados Unidos anunciaram que testaram com sucesso "protótipos" de componentes de mísseis hipersónicos, usados para desenvolver este novo tipo de armamento, cujo desenvolvimento é liderado por China e Rússia.

Três testes, realizados quarta-feira [dia 20 de outubro] no centro de ensaios Wallops da Nasa, na Virgínia, foram realizados "com sucesso", disse a Marinha dos Estados Unidos em comunicado.

Os testes "forneceram a demonstração de tecnologias, capacidades e protótipos de sistemas hipersónicos avançados, num ambiente realista", acrescenta o comunicado.

Em finais de setembro, os Estados Unidos asseguraram ter testado com sucesso o míssil hipersónico Raytheon.

O Pentágono espera lançar os seus primeiros mísseis hipersónicos por volta de 2025.

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