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Grupo armado "400 Mawozo" suspeito de rapto de missionários no Haiti

O grupo armado "400 Mawozo", um dos mais perigosos do Haiti, é o responsável pelo sequestro no sábado de 17 pessoas, a maioria missionários norte-americanos e seus familiares, noticiou hoje a imprensa dos EUA, que cita fontes haitianas.

Grupo armado "400 Mawozo" suspeito de rapto de missionários no Haiti
Notícias ao Minuto

21:47 - 17/10/21 por Lusa

Mundo Haiti

Fontes policiais e de organizações citadas pelos jornais The New York Times e The Washington Post atribuem a autoria do rapto a este grupo armado, que controla parte da localidade de Ganthier, onde ocorreu o crime.

O grupo sequestrado no sábado integra três crianças e 14 adultos, membros da associação de missionários Christian Aid Ministries, com sede no Estado do Ohio, nos Estados Unidos da América.

Segundo um membro da associação citado pelo The New York Times, Dan Hooley, um dos sequestrados é canadiano e os restantes são norte-americanos. Tudo aconteceu quando regressavam a casa de autocarro depois de visitarem um orfanato em Fond Parisien.

O grupo armado "400 Mawozo" focou recentemente a sua atuação em igrejas e grupos religiosos, tendo em abril sequestrado 10 pessoas, incluindo vários religiosos, dois deles franceses, que foram mais tarde libertados. Um caso que precipitou a demissão do então primeiro-ministro haitiano, Joseph Jouthe.

O diretor do Centro de Análise de Investigação em Direitos Humanos do Haiti, Gédéon Jean, disse à imprensa norte-americana que este grupo costuma raptar as pessoas em automóveis e autocarros e depois pede "um preço para libertar todo o mundo".

De acordo com a organização de defesa dos direitos humanos, que alerta para um aumento exponencial dos sequestros no Haiti nos últimos dois meses, ocorreram no país, desde o início de 2021, um total de 628 raptos, incluindo de 29 estrangeiros de três nacionalidades.

Os raptos, que acontecem de forma indiscriminada desde 2020, converteram-se numa fonte de financiamento dos grupos armados que controlam numerosos bairros da capital haitiana, Port-au-Prince, e outras zonas.

Leia Também: Pelo menos 15 missionários norte-americanos raptados no Haiti

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