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Polónia acusa Rússia de fomentar crise na fronteira bielorrussa

O Governo polaco acusou hoje a Rússia de dar apoio logístico à Bielorrússia para desencadear uma crise migratória na sua fronteira e enquadrou estas ações num plano de "agressão contra a Polónia".

Polónia acusa Rússia de fomentar crise na fronteira bielorrussa

"Na opinião do Governo, a crise migratória está a ser levada a cabo com grande apoio da Federação Russa, embora Moscovo não queira ser associado a este problema", disse Stanislaw Zaryn, porta-voz do ministro da Coordenação dos Serviços Especiais.

Zaryn declarou à agência noticiosa oficial PAP que "Moscovo é um dos centros de transporte aéreo" utilizados pelos migrantes que mais tarde chegam à fronteira polaca.

Segundo o porta-voz, "a rede logística das linhas ferroviárias russas que ligam as cidades da região ocidental da Bielorrússia mudou em setembro".

"Temos dados concretos sobre o envolvimento da Rússia no que está a acontecer", disse o porta-voz à PAP, segundo a agência de notícias espanhola EFE.

Zaryn ligou estes acontecimentos aos recentes exercícios militares "Zapad", entre militares russos e bielorrussos, e declarou que Varsóvia tem provas de que "a rota migratória foi posta em marcha durante estes exercícios".

Disse que este problema deve ser visto como parte de "um puzzle de ações agressivas" que inclui "propaganda contra a Polónia e ataques eletrónicos de 'hackers'".

Também acusou a Rússia de "manipular o preço do gás para chantagear a União Europeia a fim de pôr em funcionamento o gasoduto Nord Stream 2 o mais rapidamente possível".

Segundo Zaryn, a questão do gás visa também "afetar a Ucrânia".

A Polónia mantém mais de 200 aldeias nas três províncias limítrofes da Bielorrússia em alerta desde setembro, para onde enviou cerca de 10.000 efetivos das forças de segurança, incluindo 6.000 militares.

O Governo de Varsóvia anunciou que pretende investir mais de 350 milhões de euros em vigilância nos cerca de 420 quilómetros de fronteira que partilha com a Bielorrússia.

Uma reportagem divulgada hoje no canal televisivo TVN com imagens de acampamentos na fronteira, alguns com crianças, reacendeu a controvérsia sobre o tratamento dado pelo Governo polaco aos refugiados afegãos.

Um médico no local disse na reportagem que a situação em que vivem os refugiados é desumana.

No final de setembro, a Amnistia Internacional divulgou uma investigação com imagens de satélite que, de acordo com a organização, mostram como as autoridades polacas deslocaram à força e ilegalmente um grupo de 32 refugiados afegãos para o lado bielorrusso da fronteira.

Segundo a Guarda Fronteiriça Polaca, centenas de pessoas tentam atravessar a fronteira ilegalmente todos os dias e mais de 14.000 casos foram registados desde agosto.

Leia Também: Polónia prepara construção de muro na fronteira com Bielorrússia

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