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Parlamento Europeu quer parceria "entre iguais" de Bruxelas e Washington

O Parlamento Europeu defendeu hoje que a União Europeia (UE) e os Estados Unidos devem ter uma parceria "entre iguais", defendendo autonomia estratégica de Bruxelas face a Washington e ainda cooperação com a administração norte-americana.

Parlamento Europeu quer parceria "entre iguais" de Bruxelas e Washington

Em causa está um relatório sobre o estado da parceria transatlântica, a promoção da autonomia estratégica da UE e a cooperação com a administração Biden, hoje aprovado na sessão plenária do Parlamento Europeu, na cidade francesa de Estrasburgo, com 550 votos a favor, 83 contra e 55 abstenções.

No documento, os eurodeputados manifestam apoio à parceria transatlântica, mas ressalvam que os dois blocos devem trabalhar "em conjunto como parceiros iguais".

"A UE deve procurar estabelecer parcerias de liderança com os Estados Unidos, centradas na prossecução de interesses comuns", devendo ao mesmo tempo "promover a sua autonomia estratégica em matéria de defesa e de relações económicas como meio de atender aos seus próprios interesses diplomáticos, de segurança e económicos legítimos", vincam os parlamentares.

Com o documento hoje aprovado, a assembleia europeia congratula-se ainda com o novo empenho da administração norte-americana no multilateralismo baseado em regras, salientando que isso constitui uma importante oportunidade para revitalizar as relações transatlânticas.

Na terça-feira, intervindo num debate sobre as relações UE-EUA na sessão plenária do Parlamento Europeu, o chefe da diplomacia europeia defendeu um diálogo estratégico" com Washington, considerando que o acordo de defesa entre Estados Unidos, Austrália e Reino Unido como "uma chamada de atenção" para Bruxelas.

"A parceria transatlântica é vital e é substituível, mas precisamos de a colocar numa posição mais forte e o acordo AUKUS [iniciais em inglês dos três países anglo-saxónicos] foi uma chamada de atenção", declarou Josep Borrell na ocasião.

Anunciando que viajará na próxima semana para Washington para se voltar a reunir com Antony Blinken, secretário de Estado dos EUA responsável pela área da segurança que está agora em Paris, o Alto Representante da UE para a Política Externa referiu que "os Estados Unidos continuam a ser o parceiro estratégico mais próximo e mais importante da UE".

"É assim e tem de continuar a ser assim, não deve haver dúvidas quanto a isso", salientou Josep Borrell, defendendo "uma relação direta, complementar [à NATO] e um diálogo estratégico EUA-UE".

A posição surgiu depois de, em meados de setembro, os Estados Unidos, a Austrália e o Reino Unido terem anunciado um pacto de defesa para enfrentar a China na região Indo-Pacífico, o AUKUS, que visa reforçar a cooperação trilateral em tecnologias avançadas como a inteligência artificial, sistemas submarinos e vigilância em longa distância.

Na altura, a UE admitiu ter ficado surpreendida com o anúncio de tal aliança de defesa, dado não ter sido consultada nem ouvida durante o processo.

Leia Também: PS diz que Pandora Papers "envergonham" UE. PSD recusa "enterrar cabeça"

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