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Sem luz e sem comunicações, clima de crise agrava-se no norte do Líbano

A região de Akkar, no norte do Líbano, encontrava-se hoje praticamente isolada do mundo, devido a cortes no serviço estatal de eletricidade e nas comunicações, provocados pela falta de combustível verificada naquela zona, relataram as agências internacionais.

Sem luz e sem comunicações, clima de crise agrava-se no norte do Líbano
Notícias ao Minuto

19:31 - 17/08/21 por Lusa

Mundo Líbano

Esta situação surge dois dias depois da região ter sido cenário de uma explosão de um camião-cisterna de abastecimento de combustível, que fez pelo menos 28 mortos e feriu cerca de 80 pessoas.

O incidente ocorreu quando os habitantes locais tentavam abastecer-se de combustível, um bem cada vez mais escasso no Líbano, país mergulhado numa profunda crise socioeconómica, considerada a pior da sua história, agravada pela pandemia da doença covid-19, e por uma persistente crise política.

Devido à falta de combustível, o corte do serviço estatal de eletricidade está a prolongar-se durante 22 horas por dia.

O funcionamento dos geradores dos bairros, que normalmente assumiam o fornecimento de eletricidade às populações, também está, neste momento, muito comprometido, por causa da escassez do combustível e da subida vertiginosa dos preços.

Também por causa da falta de combustível, "várias zonas de Akkar estão a ser afetadas por um corte quase total das redes de comunicações [linhas telefónicas fixas e telemóveis], mas também da rede de Internet", informou hoje a agência nacional de informações (ANI).

Estes cortes estão a afetar "os setores bancário e financeiro, os serviços de produção, mas também as instituições públicas e privadas", indicou a mesma fonte.

A explosão ocorrida na região durante o fim de semana veio aumentar a pressão sobre as unidades hospitalares locais, cujos recursos, nomeadamente de combustível, já estavam bastante debilitados.

Vários hospitais de Akkar alertaram hoje que a escassez de combustível verificada na região está a ameaçar a prestação dos serviços médicos.

"Temos apenas 700 litros (de combustível), um 'stock' que só dá até amanhã [quarta-feira]", afirmou, em declarações à agência France-Presse (AFP), Riad Rahal, diretor de um hospital privado local.

Citado igualmente pela AFP, Imad Kreidieh, diretor-geral de uma companhia telefónica pública e fornecedora de Internet, alertou que se a crise do combustível persistir, "o que está a acontecer em Akkar irá alastrar-se a outras regiões" do país.

Nos subúrbios do sul da capital do país, Beirute, foram disparados tiros contra uma estação de serviço e nas últimas semanas várias altercações surgiram devido à escassez de combustível ou pelas longas filas de espera.

Mais de metade da população do Líbano, país com cerca de 6,8 milhões de habitantes, vive atualmente abaixo do limiar da pobreza, de acordo com as Nações Unidas.

Leia Também: Presidente do Líbano apela à não politização de explosão esta madrugada

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