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Amnistia teme tortura a uigur se for extraditado de Marrocos para a China

A Amnistia Internacional (AI) pediu hoje a Marrocos para não extraditar para a China o ativista uigur chinês Idriss Hassan, detido há uma semana em Casablanca e que pode ser deportado a qualquer momento e ser posteriormente "torturado".

Amnistia teme tortura a uigur se for extraditado de Marrocos para a China

Num comunicado, a organização internacional de defesa dos direitos humanos alerta que Hidriss Hassan, cujo nome em documentos turcos que utiliza é Aishan Yidiresi, "arrisca uma detenção arbitrária e a tortura" se for deportado para a China.

Para a Amnistia, deportar Hassan para a China é "uma violação do direito internacional".

"O princípio da não expulsão garante que ninguém deve ser deportado para um país onde corre o risco de tortura, tratamento degradante ou outros abusos graves", argumentou.

Segunda-feira, fontes policiais marroquinas citadas pela agência noticiosa EFE admitiram que Hassan está detido na prisão de Tiflet (50 quilómetros a leste de Rabat), na sequência de um mandado de captura internacional emitida pela China e reencaminhada pela Interpol.

A polícia marroquina deteve o ativista na semana passada um ativista no aeroporto de Casablanca, em Marrocos, estando a estudar agora a sua extradição, após uma solicitação da China nesse sentido.

Ao portal noticioso marroquino Hespress.com, fonte policial explicou que o cidadão chinês, de 33 anos, foi alvo de um alerta de Difusão Vermelha emitido pela Interpol, pela sua suposta filiação a uma organização que faz parte de listas de organizações terroristas em vários países.

Entretanto, a plataforma "Voice of Uyghurs" ("A Voz dos Uigures", em tradução simples), que defende os direitos do povo uigur na Internet, garantiu que Aishan Yidiresi, com passaporte chinês e autorização de residência turca, "não tem ficha criminal e nunca participou em ações violentas".

A "Voice of Uyghurs" acrescentou que o ativista detido, que trabalha na área da computação na Turquia, desde 2012, ofereceu-se para recolher depoimentos de grupos uigur instalados em território turco e criar cartazes em sua defesa.

O Governo chinês aumentou a presença militar em Xinjiang, no noroeste, onde os conflitos são comuns entre os grupos éticos uigir e han, o maior da China.

Pequim tende a vincular os conflitos na zona a grupos separatistas como o Movimento do Turquestão Oriental, enquanto os uigures -- exilados -- consideram que a violência é o resultado da repressão que alegam sofrer pelo governo de Xi Jinping.

Em junho, a Amnistia Internacional divulgou um relatório de 160 páginas pormenorizando como centenas de milhares de uigures da Região Autónoma de Xinjiang são vítimas de detenção arbitrária e em massa, doutrinação e tortura, além de uma campanha em andamento desde 2017 para erradicar a religião muçulmana, as suas tradições e as línguas das minorias deste credo. 

Leia Também: ONG acusa Bangladesh de usar lei para reprimir dissidentes

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