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Jordânia impede manifestantes de cruzarem fronteira com a Cisjordânia

As forças de segurança jordanas impediram hoje dezenas de manifestantes de cruzarem a fronteira que separa a Jordânia da Cisjordânia para apoiarem os palestinianos nos atuais confrontos com Israel, informaram os meios de comunicação oficias jordanos.

Jordânia impede manifestantes de cruzarem fronteira com a Cisjordânia

"As forças de segurança (...) foram obrigadas a usar a força proporcional com um número limitado de pessoas após estas entrarem em quintas de cidadãos violando a propriedade privada", referiu um comunicado da Direção de Segurança Pública da Jordânia, divulgado pela agência de notícias jordana Petra.

Num vídeo transmitido ao vivo pela televisão estatal jordana, centenas de manifestantes e dezenas de veículos são vistos na cidade jordana de Shuna do Sul, alguns deles a tentar chegar à zona militar jordana em Allenby, que separa a Jordânia da Cisjordânia.

Os manifestantes foram dispersos por gás lacrimogéneo disparado pelas forças de segurança jordanas.

Este incidente surge perante a escalada da violência entre palestinianos e forças de segurança israelitas desde a última segunda-feira.

O exército israelita realizou esta madrugada a maior operação na Faixa Gaza desde a eclosão do conflito militar, com cinquenta rondas de bombardeamentos por terra e ar em quarenta minutos.

Até agora, as milícias dos grupos islamitas Hamas e Jihad Islâmica lançaram mais de 1.800 foguetes em direção ao território israelita e pelo menos 430 destes acabaram por cair no enclave.

Pelo menos 119 pessoas morreram na Faixa de Gaza, incluindo 31 menores, desde o início dos combates entre Israel e grupos palestinianos na segunda-feira, anunciou hoje o Ministério da Saúde do governo do Hamas. Entre os mortos estão 19 mulheres e o número de palestinianos feridos subiu para 830, declarou o porta-voz do Ministério da Saúde no enclave, Ashraf Al-Qedra-

No total, nove pessoas morreram em Israel, sete delas com o impacto de projéteis e duas após caírem quando corriam em direção aos abrigos antiaéreos.

O exército israelita anunciou hoje que continuará a atacar alvos no enclave.

Os atuais combates provocaram já mais de uma centena de mortos, maioritariamente do lado palestiniano, e são considerados os mais graves desde 2014. 

Os combates começaram em 10 de maio, após semanas de tensões entre israelitas e palestinianos em Jerusalém Oriental, que culminaram com confrontos na Esplanada das Mesquitas, o terceiro lugar sagrado do islão junto ao local mais sagrado do judaísmo. 

Ao lançamento maciço de 'rockets' por grupos armados em Gaza em direção a Israel opõe-se o bombardeamento sistemático por forças israelitas contra a Faixa de Gaza. 

O conflito israelo-palestiniano remonta à fundação do Estado de Israel, cuja independência foi proclamada em 14 de maio de 1948. 

Leia Também: Centenas de muçulmanos do Bangladesh protestam contra Israel

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