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Após críticas, empresas reagem e sinalizam oposição a lei na Geórgia

O silêncio de empresas como a Coca-Cola e a Delta à aprovação de uma lei que restringe o direito ao voto no estado norte-americano não caiu bem. Ontem vocalizaram a sua oposição "clara".

Após críticas, empresas reagem e sinalizam oposição a lei na Geórgia

Depois de uma semana de silêncio após a aprovação de uma lei por parte dos republicanos na Geórgia que restringe o direito ao voto, algumas das empresas que são as principais empregadoras naquele estado no sul dos Estados Unidos reagiram.

Esta quarta-feira, e após a indignação e uma onda de críticas por parte de ativistas, de clientes e de uma coligação de empresários negros, empresas como a Coca-Cola e a companhia aérea Delta sinalizaram a sua oposição à controversa lei, de acordo com o The New York Times.

A Delta, que é a empresa que gera mais postos de trabalho na Geórgia, recusou na semana passada tomar uma posição relativamente à legislação que os republicanos querem implementar noutros estados. Esse silêncio levou a protestos no aeroporto Hartsfield-Jackson, em Atlanta, e a apelos a um boicote.

Sentindo a pressão, Ed Bastian, o CEO da Delta, reverteu a sua postura. “Tenho de deixar claro que esta lei final é inaceitável e não corresponde aos valores da Delta”, frisou Bastian num memorando. O líder da Delta admitiu que só depois da lei ter sido aprovada é que compreendeu a extensão das restrições que impõe aos eleitores negros.

“É evidente que a lei inclui disposições que vão tornar mais difícil para muitos eleitores sub-representados, nomeadamente os eleitores negros, a possibilidade de exercerem o seu direito constitucional de elegerem os seus representantes. Isso é errado”, acrescentou Ed Bastian, sublinhando ainda que a nova lei baseia-se em argumentos falsos.

“O raciocínio para esta lei baseia-se numa mentira: de que houve uma fraude generalizada na Geórgia nas eleições de 2020. Isso não é verdade. Infelizmente, essa desculpa está a ser usada em estados desta nação que estão a tentar passar legislação semelhante para restringir os direitos ao voto”, declarou o CEO da Delta.

A Coca-Cola, um dos maiores empregadores da Geórgia, que também tinha declinado comentar a lei inicialmente, quebrou o silêncio também. “Quero ser claro, a Coca-Cola não apoia esta legislação, pois dificulta o direito ao voto para as pessoas em vez de facilitar”, realçou o CEO da empresa, James Quincey.

O CFO do Citi foi outro dos que teceu duras críticas às alterações à legislação eleitoral na Geórgia, que diz serem discriminatórias. “Estou chocado pela recente supressão das leis eleitorais aprovadas na Geórgia. Considero uma vergonha que os esforços do nosso país para impedir que os negros participem em pleno no seu direito constitucional de votar continuem hoje em dia”, escreveu Mark Mason no LinkedIn.

A Microsoft, a Cisco, a BlackRock e a Fundação Ford também se mostraram contra a lei aprovada na Geórgia, que Joe Biden anteriormente já tinha definido como “atroz”.

Entre outras medidas, a lei aprovada pelo governador republicano Brian Kemp reduz o horário de votação, restringe os votos por correspondência, limita a quantidade de caixas onde podem ser depositados os votos nos bairros predominantemente negros e expande os poderes da legislatura sobre as eleições.

Leia Também: Biden repudia "atrozes" alterações a leis eleitorais na Georgia 

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