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Preso grego de extrema-esquerda com insufiência renal por greve de fome

Dimitris Koufodinas, preso de extrema-esquerda que está em greve da fome desde há cerca de dois meses, apresenta uma "insuficiência renal aguda, devido à recusa prolongada de receber alimentação e líquidos", anunciou hoje o hospital onde está hospitalizado.

Preso grego de extrema-esquerda com insufiência renal por greve de fome
Notícias ao Minuto

22:40 - 05/03/21 por Lusa

Mundo Dimitris Koufodinas

"O pessoal médico tomou todas as medidas necessárias para responder à situação", mas "sem alimentação forçada, considerada como tortura", como tinha especificado mais cedo na semana a Confederação dos Médicos Hospitalares Gregos.

Entretanto, já esta noite, a advogada de Dimitris Koufodinas, Ioanna Kourtovic, declarou à imprensa que o seu cliente tinha aceitado ingerir um líquido a pedido de dois médicos da família.

Condenado por 11 assassínios, Dimitris Koufodinas, de 63 anos, chefe operacional do grupo de extrema-esquerda '17 de novembro', desmantelado em 2002, começou uma greve de fome, em 07 de janeiro, na prisão de alta segurança de Domokos, no centro do país, para reclamar a sua transferência para a prisão de Korydallos em Atenas, para ficar perto da sua família.

Devido à deterioração do seu estado de saúde, foi transferido para o hospital de Lamia, no final de janeiro. Nas últimas duas semanas tem estado, em estado critico, na unidade de cuidados intensivos.

Na quinta-feira, o tribunal rejeitou o pedido de suspensão da pena, apresentado pela advogada, considerando que a agravação do seu estado de saúde resultava da sua decisão de fazer greve de fome e sede, e não de uma qualquer doença.

Hoje, como quase todas as noites desde há duas semanas, foi organizada uma concentração em Atenas, em "solidariedade" com Dimitris Koufodinas, para reclamar a sua transferência para a prisão de Korydallos.

Mas a polícia quis dispersar a concentração, na praça central de Syntagma, com o argumento das medidas restritivas para combater a pandemia do novo coronavirus, e usou canhões de água e gás lacrimogéneo para dispersar as centenas de pessoas presentes, constatou uma fotógrafa da AFP.

Dimitris Koufodinas está detido desde há 18 anos, depois da sua condenação em 2003, pela morte de 11 pessoas, entre 1980 e 2000, entre as quais o cunhado do atual primeiro-ministro, de direita, Kyriakos Mitsotakis, e pai do atual presidente da Câmara de Atenas, Costas Bakoyannis.

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