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Rohingyas deixaram campo na Indonésia e podem estar com traficantes

Várias centenas de pessoas da minoria rohingya abandonaram um campo de refugiados na Indonésia e podem ter chegado à vizinha Malásia com a ajuda de contrabandistas, anunciaram hoje as autoridades locais.

Rohingyas deixaram campo na Indonésia e podem estar com traficantes
Notícias ao Minuto

13:28 - 28/01/21 por Lusa

Mundo Rohingyas

Apenas 112 refugiados permanecem esta semana no campo de Lhokseumawe, na ilha de Sumatra, no norte da Indonésia, onde quase 400 membros daquela minoria muçulmana de Myanmar (antiga Birmânia) chegaram entre junho e setembro do ano passado.

"Ainda não sabemos para onde foram", admitiu o chefe do grupo encarregado dos refugiados em Lhokseumawe, Ridwan Jalil, afirmando que "eles queriam fugir a qualquer preço, era esse o objetivo final".

Nem as autoridades nem a agência das Nações Unidas para os refugiados (ACNUR, Alto Comissariado para Refugiados) conseguiram indicar o destino dos rohingyas, mas todos referiram temer que tenham recorrido a redes de tráfico de pessoas para fugir do campo.

Pelo menos 18 refugiados rohingya deste campo e mais de uma dúzia de traficantes foram detidos recentemente pela polícia em Medan, uma cidade a várias centenas de quilómetros de distância, que costuma servir de base para a travessia do estreito de Malaca, para a Malásia.

As autoridades aconselharam os refugiados a não abandonarem o campo, explicando os riscos desta viagem, mas não têm poderes legais para os manter em Lhokseumawe.

"Eles saíram apesar dos nossos esforços para os lembrar dos perigos e riscos que poderiam correr, especialmente se estiverem a lidar com traficantes de pessoas", lamentou a porta-voz do ACNUR, Mitra Suryono.

"Muitos têm família noutros países, como a Malásia", explicou, adiantando que isso "pode ser um dos motivos para quererem tanto continuar a sua jornada".

Segundo as Organizações Não Governamentais, as autoridades reduziram consideravelmente a segurança no campo, cuja supervisão foi transferida para a agência da ONU no mês passado.

A Indonésia não é signatária da convenção internacional sobre o estatuto dos refugiados.

Cerca de 750.000 rohingyas fugiram para o Bangladesh desde 2017, na sequência de uma campanha sangrenta de repressão feita pelo exército birmanês e que a ONU considera genocídio, tendo-se estabelecido em enormes campos de refugiados.

Milhares desses refugiados usaram contrabandistas para tentar fazer a perigosa viagem para a Malásia, que pode levar vários meses, mas alguns acabaram por ir parar à Indonésia ou morreram no mar.

Leia Também: Covid-19: Número de infetados na Indonésia ultrapassa um milhão

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